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A dança do empreendedorismo

Bel Pesce, a menina do Vale, lançou um fundo para dar uma mãozinha a empresários. Agora quer dar mentoria a mulheres interessadas em ganhar um prêmio mundial. Confira ainda dicas de carreira

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postado em 14/08/2016 16:20

Divas Dande

Quem ouviu falar de Bel Pesce, f undadora da escola de empreendedorismo FazInova (www.fazinova.
com.br), sabe que a jornada dela é cheia de conquistas que podem parecer inalcançáveis. Superando todas as expectativas, ela se formou em ciências da computação, engenharia elétrica, matemática, administração e economia pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos. Durante a temporada no exterior, trabalhou no Google, na Microsoft e no Deutsche Bank. Depois de formada, fixou residência no grande polo de inovação americano, o Vale do Silício, onde liderou times de engenheiros na companhia americana Ooyala, fundou empresas — como a Lemon Wallet, aplicativo para controle de gastos — e escreveu seu primeiro livro: A menina do Vale.


De volta ao Brasil, lançou ainda A menina do Vale 2 e Procuram-se super-heróis. Nada veio fácil: para ela, o caminho do sucesso “exige extrema dedicação”. E, com o objetivo de dar uma mãozinha a empreendedores brasileiros, Bel lançou seu mais recente projeto, o BeDream Fund (fund.bedream.me). O objetivo é ajudar pessoas a tirar sonhos do papel ou ampliar iniciativas. A primeira atividade da nova empreitada da menina do Vale foi uma Jornada de Empreendedorismo de 21 dias, da qual participaram 10 projetos — de DF (1), PR (1), SP (6), RN (1) e MG (1). As empresas ou ideias foram escolhidas pelo potencial de crescimento.


“Fizemos um mapeamento de  quase 4 mil projetos”, diz. “Foi uma maneira de identificar pessoas e iniciativas que possam crescer com nosso apoio e inspirar muitas outras”, conta Bel. O programa teve três dias presenciais de imersão no estúdio AtravésTV, em São Paulo, com conversas entre os participantes e empreendedores experientes — como Verônica Serra, representante do fundo de investimentos International Real Returns (IRR);  e Rafaela Cappai, à frente da Espaçonave, empresa que apoia artistas e criativos —, dinâmicas de grupo e outras atividades.


Gabriela Studart

“Eles saíram com desafios para trabalhar”, lembra Bel. De volta à casa, cada grupo continuou os trabalhos a distância por mais 18 dias. A primeira jornada do BeDream Fund terminou em 31 de julho, mas as oportunidades não param por aí: novos editais serão lançados. No momento, está aberta, no site do BeDream Fund, uma seleção para orientar interessadas em ganhar o Prêmio Cartier, competição de empreendedorismo feminino criada há 10 anos. “Neste momento, a empreendedora não vai se inscrever para ganhar o prêmio (cujas inscrições serão abertas em 3 de setembro), mas para ter acesso à mentoria e ao acompanhamento do BeDream para se preparar para o concurso. O intuito é ajudar a trazer o prêmio ao Brasil novamente”, diz.


A única brasileira a levar para casa o troféu da competição foi a própria Bel Pesce, há dois anos. No ano passado, foram premiadas Ellen Brune, dos Estados Unidos, e Carmen Hijosa, do Reino Unido. O prêmio busca projetos originais, com fins lucrativos, que estejam em fase de desenvolvimento e sejam liderados por mulheres.

Prata da casa
O projeto de Brasília que despertou o interesse de Bel Pesce é o Divas Dance (divasdance.com.br), que consiste em aulas de dança para mulheres de 50 a 85 anos na Academia Vip Training, no Lago Sul, e em outras 25 conveniadas, em DF, GO e ES. Criado em 2010 pela educadora física brasiliense Roberta Marques, 39, o projeto envolve mais que os movimentos com o corpo: engaja as participantes em atividades de socialização, promovendo autoestima, alegria e motivação para viver.
O mais marcante na jornada para Roberta foi ouvir de grandes profissionais o quanto eles erraram. “Eu tinha a impressão de que era difícil só para mim”, diz. O Divas Dance surpreendeu Bel Pesce. “Uma diva pode conseguir mais saúde e ir além, isso envolve tomar as rédeas da própria vida”, elogia.


“Terminamos a jornada com um desafio: ampliar o projeto para outras cidades”, revela Roberta, dona da Academia Vip Training. Alunas como Clarice Ferreira, 65, servidora aposentada, agradecem pela iniciativa. “É fantástico. É uma forma de elevar a autoestima e curtir a vida. Não falto por nada. Amo ser uma diva.”

 

Três perguntas para

Bel Pesce


Quais as dicas para quem quer empreender?
O empreendedorismo é muito mistificado. A gente vê histórias de sucesso e se sente distante delas. A jornada é feita de muitos passos. Vários não serão certeiros, e resiliência, aprendizagem e tentativa e erro fazem parte do processo. O primeiro passo não é precisar de R$ 1 milhão para colocar o produto no mercado. Se esse é o primeiro passo, está errado. O importante é planejar, analisando criticamente sua proposta.

Qual conselho você deixa a jovens profissionais?
Alcançar o sucesso não tem segredo: envolve dedicação extrema, fazer aquilo que precisa ser feito usando seu coração, com a maior qualidade, entendendo que desafios sempre vão existir. É seu papel se dedicar e fazer com amor até quando você não está a fim de fazer. O seu dever é agarrar o osso, tirar o “mimimi” do caminho e transformar obstáculos em aprendizados. O mundo está conectado: se você está lendo esta entrevista, não tem desculpas para não alcançar seu objetivo. Você tem acesso a tudo! Organize-se e faça por merecer. Não espere alguém te contratar, dê o primeiro passo. Vá lá e faça.

Como um empreendedor pode driblar crises?
Você tem um desafio, não sabe como lidar com ele, então se sente em crise. Minha dica é: transforme o que você vive em anotações, assim as situações se tornam aprendizados que poderão te ajudar a dar mais passos em direção aos seus sonhos. Além disso, busque ter contato com outros empreendedores. Você vai se sentir em uma situação menos crítica e ser empoderado para ações quando vir que outras pessoas têm desafios próprios com os quais lidar e estão conseguindo progredir. 

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