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Quer estudar no exterior?

Brasília recebe duas feiras com representantes de universidades estrangeiras. Eventos trarão orientações para escolher uma faculdade e chance de se candidatar a programas de graduação, pós-graduação e cursos de idiomas

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postado em 28/08/2016 14:16

Gabriela Studart

Os interessados em internacionalizar o currículo ganharão uma mãozinha gratuita para entender como funcionam os sistemas de ensino, os processos de seleção, os cursos e o modelo de vida universitária em países que concentram instituições de ponta. Nesta semana, Brasília recebe um evento promovido pela Quacquarelli Symonds (QS), organização que se tornou referência em rankings de universidades e informações sobre o ensino superior mundialmente. Já em 24 de setembro, a capital federal sedia a EducationUSA, maior feira de universidades americanas no Brasil. Além de terem acesso a dicas e informações úteis sobre processos seletivos e faculdades, os participantes poderão se candidatar a vagas durante as mostras. Em ambos os casos, os participantes assistirão a palestras e poderão conversar diretamente com representantes das universidades e tirar dúvidas.


A 4ª QS World Grad School Tour em Brasília, voltada a interessados em cursar pós-graduação no exterior, reunirá representantes da Hult International Business School, da Tandon School of Engineering da Universidade de Nova York (NYU), nos Estados Unidos; da Saint Mary’s University, no Reino Unido; da Tias Business School, na Holanda; da Toulouse Business School, na França; e da Universidade Concórdia, no Canadá. No Brasil, a feira chegará ao Rio de Janeiro amanhã (29); passará por Brasília na quarta-feira (31); será montada em Salvador em 3 de setembro e, em São Paulo, em 5 de setembro. Durante o encontro, os presentes podem se candidatar a especializações, MBAs, mestrados e doutorados em inglês com bolsas oferecidas pela QS.

 

Para Leonardo Andrade, diretor da Quacquarelli Symonds na América Latina, a feira é uma boa oportunidade para quem quer fazer pós-graduação fora. “O contato direto com as universidades é um diferencial importante. Nem todas as informações estão disponíveis na internet, e os representantes são preparados para atender estudantes estrangeiros porque viajam o mundo inteiro”, observa. Além disso, o evento promoverá uma oficina de currículos para orientar os candidatos. “Como o processo de admissão não é apenas uma prova, ter um bom documento de apresentação é imprescindível para conseguir uma vaga”, afirma. A estudante do 9º semestre de ciências biológicas da Universidade de Brasília (UnB) Ana Paula Borges, 22 anos, aproveitará a chance para conhecer instituições. “Pensei em várias universidades, mas há algumas para as quais não vale a pena me inscrever porque não oferecem programas sobre o meu tema de interesse. É preciso ter um foco”, afirma ela, que deseja fazer mestrado na área de conservação e comportamento animal.


A jovem nunca participou de feiras de educação internacional, mas está com boa expectativa. “Assim, terei uma ideia de como as faculdades realmente funcionam, além de fazer contato com recrutadores internacionais. Vou passar por várias experiências diferentes lá fora, e esse tipo de contato me fará viajar mais preparada”, percebe. A futura bióloga acredita que a experiência internacional adicionará muito ao currículo de pesquisadora. “Quando você estuda fora, sua pesquisa passa a ter alcance global. É possível conhecer estudos do mundo todo e ganhar uma visão mais holística de todos os aspectos que englobam seu campo de estudo”, conta ela que não terá problemas com o idioma, pois fala inglês.

Terra do Tio Sam

A feira EducationUSA leva o mesmo nome da fonte oficial do governo dos Estados Unidos para promover estudos no país, que também tem sede em Brasília, e chega à quinta edição no Distrito Federal. O evento integra um circuito que passa por mais de 10 países e promove uma programação voltada para quem deseja fazer graduação, completa ou parcial, pós-graduação, curso de inglês intensivo ou cursos de extensão por lá. A feira contará ainda com a presença de representantes das empresas que realizam os testes de proficiência em inglês que são pré-requisito em muitas universidades: o Toefl (Teste de Inglês como Língua Estrangeira) e o Ielts (Sistema Internacional de Teste da Língua Inglesa).


Participarão do encontro as universidades do Estado da Califórnia, de Miami, do Alabama, do Estado do Oregon, da Carolina do Norte, do Sul da Flórida, da Flórida, de Delaware, de New Haven, do Colorado em Boulder, Pública de Nova York, George Washington, Dallas Baptist, Full Sail, Pace, at Buffalo, Temple, Internacional de Arte e Design de Miami; além da Bellevue College, da Colby College, da Columbia College e da Minerva Schools at KGI. Segundo Guilherme Medeiros, coordenador da EducationUSA em Brasília, as universidades americanas se interessam muito por estudantes brasileiros. “Além de serem bem-sucedidos no sistema educacional norte-americano, a diversidade do povo brasileiro é importante para tornar os cursos mais interessantes”, conta.

 

Não perca

QS World Grad School Tour
A feira será em 31 de agosto, das 14h30 às 20h, no Centro Empresarial Brasil 21 (Sces), Quadra 6). As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo site goo.gl/bTtQSR.

EducationUSA
O evento está marcado para 24 de setembro, das 11h às 15h, também no Centro Empresarial Brasil 21. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo site www.educationusa.org.br.

 

Experiência rica

 

 


Tarcísio Pinhate, 24 anos, é aluno de mestrado em gestão ambiental da Universidade de Auckland, na Nova Zelândia. Segundo ele, morar fora tem muitos aspectos positivos. “Ter uma vivência internacional é um desafio que desenvolve os conhecimentos com o idioma, a maturidade, as habilidades de liderança (principalmente se você conseguir trabalhar), de saber lidar com diferenças culturais e de saber se virar sozinho em um lugar que você não conhece”, conta o graduado em relações internacionais pela UnB, que está no país desde fevereiro de 2015. Segundo Tarcísio, quem deseja estudar fora deve investir em preparação. “É importante estar sempre informado sobre bolsas de estudo — várias embaixadas anunciam oportunidades em páginas do Facebook, por exemplo — e escolher bem o local em que você quer estudar. Feiras internacionais proporcionam muito desse
contato necessário.”

 

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