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Correio Braziliense

PERFIS DE SUCESSO

Família empreendedora

Casal é dono de rede de pizzaria populares na Asa Norte, Sudoeste, Águas Claras e Samambaia. A marca, entre unidades próprias e franquias, conta com 17 lojas

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postado em 04/09/2016 10:37 / atualizado em 05/09/2016 18:28

André Violatti/Esp. CB/D.A Press

 

Quem diria que uma das pizzarias de preço popular mais famosas do Distrito Federal teria nascido como uma loja de cosméticos? Essa é a história da Nathely (saiba mais em www.pizzarianathely.com.br), aberta primeiramente em 17 de maio de 2005 na 104 Norte e, hoje, presente em 17 endereços no Distrito Federal, Goiás (Goiânia e Anápolis) e Minas Gerais (Belo Horizonte). Os fundadores, Antônio Alexandre Alvim, 55 anos, — conhecido como Alex — e Mônica Salete Silva Alvim, 49, cuidam da fábrica em Samambaia, que conta com 20 funcionários; enquanto o filho deles, Alexandre Alvim, 25, se responsabiliza pela gerência das unidades próprias da família, localizadas na 107 Norte, no Sudoeste, em Águas Claras e em Samambaia. As demais lojas funcionam em formato de franquia. A maior parte delas têm, em média, 15 funcionários cada uma.

No começo, o casal trabalhava mais de 12 horas por dia. Hoje, a carga é mais equilibrada. “Até conseguirmos ter funcionários confiáveis, tivemos muitos problemas”, explica Mônica. A situação também se tranquilizou depois que os pais passaram o bastão das lojas para Alexandre, há seis anos. “Ele é ambicioso, trabalha conosco desde novinho e estava pronto.


Os três resumem o segredo de sucesso da empresa em achar e treinar bons funcionários, vontade de trabalhar e dedicação, além de ingredientes de qualidade, em abundância. “Não compramos uma marca diferente porque está mais barata, pois isso afeta o produto final. A concorrência afeta o negócio, pois as pessoas querem conhecer outras opções, mas muita gente volta, por gostar da nossa massa, do nosso molho e da nossa fartura nos recheios”, diz Mônica.
O resultado é uma massa sequinha e meio crocante, pronta para ser coberta por calabresa, tomate e manjericão e uma diversidade de outros sabores. A família não quis dizer quantas pizzas vende, tampouco o faturamento, mas informou que, para suprir a demanda das 17 unidades da Nathely — que oferecem 35 sabores, dos quais 10 são doces —, são usadas 15 toneladas de farinha; produzidas 70 mil massas de pizza e 9 mil litros de molho por mês. Como tudo é feito sem deixar cair o padrão, a receita para manter um preço acessível é vender bastante. Entre as dificuldades da jornada empreendedora, os empresários elencam a carga tributária — inclusive das leis trabalhistas —, a dificuldade de recrutar bons funcionários.

História empreendedora
Antônio Alexandre Alvim, ou Alex, vê, no empreendedorismo, um traço intrínseco à sua personalidade. “Sempre quis ter um negócio e autonomia para trabalhar do meu jeito. Até os 15 anos, trabalhei numa loja de fotos no Conjunto Nacional, e deu para perceber que não nasci para ter chefe ou patrão. É o mesmo perfil dos meus quatro irmãos”, percebe. Aos 16, ele abriu o primeiro negócio próprio: uma loja de revelação de fotos, na 107 Norte. A iniciativa durou cinco anos. “No cinefoto, não investi em revelação digital e fui ficando para trás. Foi um erro, se tivesse acompanhado a modernidade, teríamos crescido muito”, percebe. A trajetória trouxe aprendizados aplicados na empreitada seguinte, a loja de cosméticos Nathely, aberta com a esposa Mônica Salete Silva Alvim na mesma quadra. O título foi uma junção dos nomes das duas filhas — Nathalia, 27, e Michely, 31.


O ramo da beleza foi escolhido por influência dos irmãos de Alex, proprietários da Rede dos Cosméticos. Em oito anos de negócio, o casal abriu unidades em Ceilândia, Samambaia e Núcleo Bandeirante. Com o tempo, porém, as vendas caíram. “Deixamos muito as lojas nas mãos de funcionários”, admite Alex. Além desse fator, mudanças do mercado influenciaram o declínio. “Antes, as farmácias não vendiam tanto cosméticos e passaram a apostar nisso. Houve um boom dos produtos de beleza, então o ramo ficou mais disputado”, rememora Mônica. O patriarca da família decidiu mudar de ramo depois de assistir a um programa de TV sobre pizzas. Daí para fechar a loja de cosméticos e abrir uma pizzaria não demorou muito. “A ideia era fazer uma pizza barata, em que, ao vender duas, eu lucrasse o mesmo tanto que um estabelecimento tradicional ganha ao comercializar uma. E deu certo! Crescemos com bons funcionários, uma massa muito boa e ingredientes de qualidade”, explica Alex.


A primeira unidade foi aberta na 104 Norte até se mudar para a 107 Norte depois de dois anos. “Esse primeiro tempo foi um sofrimento total. Na segunda loja, estourou! Cresceu muito rápido”, conta Alex. “Na primeira loja, só entregávamos pizzas ali por perto, pois eu distribuía as pizzas, a pé mesmo. Depois, no segundo endereço, o serviço de entrega e deu certo. Acho que isso é um dos fatores que fez com que desse certo: até hoje 70% das nossas vendas são por delivery”, observa Alexandre, o filho do casal. O formato de franquia também veio por acaso. “Nada foi programado. A ideia da Nathely não era essa, mas irmãos meus viram que a empresa era um sucesso e se interessaram pela marca”, conta Alex.

 

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