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PERFIS DE SUCESSO »

Reparo de câmeras com um toque de consultoria

Dono de loja especializada em conserto de equipamentos fotográficos e de filmagem se diferencia com orientações sobre o melhor uso dos aparatos

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postado em 11/09/2016 14:58 / atualizado em 11/09/2016 15:26

Ana Paula Lisboa

Gabriela Studart

 

Como qualquer outro equipamento, máquinas fotográficas e de filmagem — sejam profissionais, sejam amadoras — estão sujeitas a dar defeito. Nessas horas, a preocupação é grande, principalmente, se a pessoa depende do dispositivo para trabalhar, se o apetrecho for raro ou antigo ou se tiver custado muito caro. É prestando socorro em aparelhos de fotografia e vídeo que Raimundo Everardo, 46 anos, se consolidou no mercado. Na Digital Câmera Service (saiba mais pelo telefone 3346-0653), localizada na 312 Sul, o cearense que cresceu no Distrito Federal conserta, reforma, faz manutenção, vende uma série de utensílios auxiliares para registros de imagens — como microfones, refletores, tripés, cartões de memória e bateria — e dá dicas.


Gabriela Studart

 

“Não existe restrição. Podem trazer uma câmera de filme da década de 1980 até a última novidade de 2016 que vamos fazer o possível para trabalhar”, garante o proprietário. “Um dos nossos diferenciais é justamente a orientação. Muitas empresas só consertam e entregam e não fornecem conselhos para evitar problemas no futuro e sobre como usar. Mas isso é importante porque a maioria dos defeitos é causado por uso e não por fabricação”, revela. Outra característica singular da loja são os prazos. “Fazemos orçamento de um dia para o outro. Na assistência técnica da Canon e da Nikon, fora do DF, o prazo é de, pelo menos, 15 dias. Se tivermos as peças aqui, entregamos em até cinco dias. Caso seja preciso adquirir partes no Brasil ou no exterior, o prazo máximo passa a ser de 30 a 45 dias.”

O interesse em facilitar a vida dos clientes é um dos fortes do serviço. “Fazemos de tudo para ajudar, chegamos até a emprestar equipamentos durante o tempo de reparo. Salvamos vários fotógrafos de apuros”, brinca. Na última quinta-feira, a empresa completou oito anos, e a equipe de seis pessoas conserta cerca de 300 equipamentos por mês. “É um número bom. Foi maior antes porque arrumávamos muitas câmeras compactas: chegávamos a reparar 120 por dia.” No entanto, os lucros não eram maiores por isso, pois equipamentos amadores têm custo menor. “Gastávamos mais tempo e ganhávamos menos”, percebe. Hoje, a firma rende R$ 60 mil mensais e, desse total, tirando os custos, sobram cerca de 60%. “É um faturamento bem legal, e a gente tem se mantido e crescido”, comemora Raimundo, que não sentiu efeitos da crise no negócio.

 

Um dos motivos para o sucesso é o fato de Brasília ser carente nesse tipo de serviço. “A Feira dos Importados é um dos únicos lugares a oferecer opções de venda e reparo de equipamentos, mas muita gente não gosta de ir lá, porque pode não haver garantia sobre a origem das peças. Há pouquíssimas lojas em shoppings, e as existentes cobram preços absurdos”, percebe. Outro ingrediente fundamental é a harmonia entre os empregados: todos conhecem Raimundo de longa data. “Trabalhei cerca de 20 anos em empresas fotográficas antes de abrir meu negócio e trouxe pessoas em que eu confiava para cá. Por isso, o clima é muito bacana.”


A busca por atualização e conhecimento técnico é uma constante. “É preciso ler muito, estar de olho nos equipamentos novos. Toda a equipe precisa entender muito bem do assunto, e é o que fazemos”, diz. A esposa de Raimundo, a paraibana Ana Cleide Gomes, 46, passou a ajudar o marido na Digital Câmera Service há dois anos. “Sou administradora e tive uma loja de roupa infantil, então aplico conhecimentos aqui, melhorando o atendimento e o controle financeiro”, observa Ana. “A entrada dela me ajudou bastante a organizar a empresa”, percebe Raimundo. Casados há 25 anos, eles são pais de uma moça de 21 anos.

Do meu jeito
Raimundo conta que resolveu abrir uma empresa para prestar os serviços da maneira que acha que os clientes merecem. “Eu não tinha muita oportunidade de mostrar o que eu tinha vontade de fazer: um serviço diferenciado”, lembra. Primeiramente, a unidade foi aberta numa sobreloja na 313 Sul, até conseguirem um espaço na comercial da 312 Sul, para onde se mudaram há quatro anos. Raimundo chegou a ter uma loja também em Taguatinga, mas não deu muito certo. “É melhor ficar num lugar só e oferecer um atendimento mais qualificado”, percebe.

 

Na estante

 

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De autoria do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), a 2ª edição do Novo Código de Processo Civil traz as atualizações da Lei n° 13.256, de 4 de fevereiro de 2016, e um quadro comparativo dos Códigos de 2015 e 1973. Outra novidade é que os temas foram elencados abaixo dos artigos a que se referem para facilitar a leitura e a compreensão do leitor. Também pensando na agilidade, um índice temático-remissivo foi criado, no qual os temas são apresentados em ordem alfabética.
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