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Parceria de família

Irmãos abriram confeitaria em Águas Claras há sete meses e estão contentes com o resultado: no fim de semana, o negócio recebe até 300 pessoas por dia

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postado em 10/10/2016 16:41

Marcelo Ferreira
 

 

Castanheiras de Águas Claras, a Confeitaria Potiguar chama a atenção primeiramente pelo tamanho: são cerca de 500 m² voltados a produzir e oferecer tortas, bolos, doces, salgados, cafés e lanches. No interior, se destaca a decoração de bom gosto e a variedade de produtos: 34 sabores de tortas doces, 17 tipos de salgados assados e 15 fritos, além de 12 sobremesas. A fórmula é recente, mas tem dado certo. “A aceitação e o movimento têm sido bons. O público de Águas Claras está sempre procurando coisas novas”, conta Fabrício Silva Alves, 25 anos, graduado em administração e sócio do negócio com os irmãos Flávio Silva Alves, 29; e Ana Amélia Alves de Moraes, 28.

 

O salgado mais pedido é a coxinha. O sabor de torta mais popular entre os clientes é o de leite em pó e Nutella. A massa é leve, além de não ser doce em excesso. A confeitaria conta com 47 funcionários e, nos fins de semana, recebe de 200 a 300 pessoas. “Sábado e domingo são os dias mais movimentados porque servimos café colonial, até as 12h, com tapioca, omelete, ovo mexido, queijo frito, bacon, cuscuz, bolos, roscas, pão de queijo, salgados, carne de sol, frios, bolos, salgados, salada de fruta… O pessoal sai almoçado”, conta Ana Amélia. Aberta de segunda-feira a sábado, das 7h às 21h30, e domingos e feriados, das 8h às 19h30, a confeitaria foi lançada num impulso.

 

“Passei na frente do espaço, que estava disponível para ser alugado e decidi”, conta Flávio. Para dar prosseguimento ao plano, convidou os irmãos para serem sócios. “Como o Flávio tem uma participação em outra confeitaria, ele entendia do ramo, então trouxe um bom confeiteiro para a loja. Mas fomos além: pesquisamos e vimos que a cidade tinha espaço para a venda de cafés”, conta Fabrício. Ele é responsável pela concepção de novos produtos e pela gestão dos funcionários, enquanto Flávio cuida da parte financeira do negócio, e Ana Amélia se ocupa do RH e de compras.

 

A qualidade dos produtos e o atendimento são prioridades da loja e, para garantir isso, é preciso investir nos funcionários. “A rotatividade tem sido relativamente alta, até porque é um negócio novo. A cada pessoa que entra, temos que ensinar tudo de novo. O treinamento é importante porque todos precisam entender exatamente o que fazemos aqui, do que é feita cada torta para poder atender bem”, observa Fabrício.

 

A expectativa do trio é reaver o investimento feito para abrir a confeitaria em cerca de um ano e meio. “A crise não nos assustou e, se ficássemos pensando nisso, não teríamos aberto. Agora, o cliente se regra mais, mas tem pessoas que não são tão afetadas: há muitos servidores públicos aqui. Então fica equilibrado”, diz Fabrício. Os planos são altos. “Estabelecemos 10 passos para nos tornarmos referência em Águas Claras e fazemos reuniões mensais para avaliar o acompanhamento das metas.”

 

História de superação

 A família carrega consigo uma bela história de empreendedorismo. Flávio foi cobrador em lotação e trabalhou como empacotador num supermercado, em que fazia questão de aprender sobre a administração do comércio com o dono do estabelecimento. Ele passou a vender churrasquinho, depois frango assado, até comprar, em 2008, o quiosque Potiguar Caldos — que havia sido aberto em 2001 em Taguatinga. O nome original foi mantido por uma grande coincidência: os pais dele — um cobrador de ônibus aposentado e uma ex-cobradora de caixa de supermercado — são do Rio Grande do Norte.

 

Com o tempo, a empresa avançou e, hoje, tem, 360 empregados em sete unidades: duas em Taguatinga, duas em Ceilândia, uma em Águas Claras, uma na Asa Sul e uma no Sudoeste. Flávio é dono ainda do Açougue Potiguar, em Ceilândia e Brazlândia, e sócio da Confeitaria Pitanguinha, em Taguatinga. “Ele é aquele empreendedor nato. Não tem o ensino fundamental completo, foi para o empreendedorismo e puxou todo mundo com ele”, observa Fabrício, que trabalhou na Potiguar Caldos. Além dele, a irmã, Ana Amélia, foi funcionária lá. Os dois só saíram do emprego depois de serem convidados por Flávio para iniciar outra empreitada — a Confeitaria Potiguar —, dessa vez, como sócios.

 

A matriarca da família, Aldenir Ana da Silva, 55; e o outro irmão, André Rodrigues de Souza, 31; continuam a trabalhar no restaurante que, apesar do nome, vende, além de caldos, refeições e petiscos. O irmão caçula, Filipe Silva Alves, 18, só não está mais na equipe do negócio porque foi recrutado para o serviço militar obrigatório. Da família de Flávio, 13 pessoas trabalham em suas empresas. “Quem não estudou tem que ir para o comércio. As oportunidades foram aparecendo, então o crescimento foi natural”, afirma Flávio, que acredita que a maior dificuldade do ramo está na burocracia e nos altos impostos para abrir e manter um negócio. A receita para crescer, segundo ele, está em trabalhar bastante.

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