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Mulheres de chita

Três amigas caíram nas graças do público com as vendas de vestidos e macaquinhos no Sudoeste. O faturamento bruto é de R$ 60 mil por mês

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postado em 23/10/2016 13:17 / atualizado em 23/10/2016 13:25

Ana Paula Lisboa

Gabriela Studart

 

O ritmo do crescimento da boutique Vestido de Chita superou as expectativas até das proprietárias da marca, Millena Lopes, Roberta Luiza, 35 anos, e Polliana Ribeiro, 32. Os vestidos e macaquinhos, antes, eram vendidos num carro, na casa das clientes ou pela internet. Há um ano, as peças passaram a ser comercializadas também num showroom no subsolo da Quadra 102 do Sudoeste. Há um mês e meio, a empresa ganhou uma loja no térreo no mesmo endereço. O trio mantém agora os dois espaços: o primeiro abastece revendedoras, no atacado; e o segundo é voltado ao atendimento a clientes no varejo. “Assim, podemos atender com qualidade ambos os grupos”, percebe Millena. As três sócias se conheceram durante a faculdade de jornalismo, em Goiânia, e conciliam atividades na área de formação com o negócio: Polliana é servidora pública; Roberta atua na assessoria de imprensa de um partido político; e Millena trabalha num grupo de comunicação.


Elio Rizzo
A expertise nessa área as ajudou a alavancar a marca. “Atraímos nosso público pela internet e com panfletagem”, diz Millena. As vendas on-line continuam sendo importantes, mas o volume de vendas presenciais é maior. “As duas plataformas funcionam muito bem juntas e, na web, alcançamos um público nacional. Vendemos peças para clientes em todas as unidades da Federação”, comemora Polliana. A Vestido de Chita conta cerca de 100 modelos. A cartela de revendedoras chega a 18 profissionais, que adquirem as peças por valores entre R$ 75 e R$ 95. Para o público geral, os preços vão de R$ 79 a R$ 129. “Nosso diferencial é oferecer preço justo, bom atendimento e um produto de boa qualidade, que veste bem do PP ao extra GG — além de termos uma linha pensada para amamentar. Só vendemos o que usaríamos”, simplifica Roberta. A maior parte das roupas é feita de sarja ou bengaline, tecidos flexíveis e mais difíceis de amassar.

 

“Nossos vestidos têm um cumprimento mais formal, podem ser usados no trabalho e em ambientes de lazer. Fazemos roupas para mulheres como nós, talvez por isso a gente acerte”, acrescenta Millena, baiana que veio morar em Brasília há sete anos. O volume de vendas atesta o sucesso da fórmula: são, em média, R$ 60 mil por mês. Tirando um pequeno investimento inicial, as empresárias sempre pagaram as contas do negócio com o faturamento da loja.


 “Esperávamos pelo melhor, mas nunca imaginei que chegaria aonde estamos”, conta. Para dar certo, as amigas dividem funções: Polliana se encarrega da administração financeira; Roberta cuida dos ensaios fotográficos, do atacado e do relacionamento com fornecedores; e Millena faz a gestão do RH e do atendimento.Para ter mais segurança, contam com a consultoria do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). “Muita coisa a gente fazia certo de maneira intuitiva. Mas poderíamos ter pegado um caminho mais reto se tivéssemos nos aprofundado mais em gestão e planejamento desde o início”, comenta Polliana. Um ingrediente importante na empresa é a dedicação. “Todas nós fazemos de tudo: lavamos banheiro, subimos zíper de cliente”, conta. Com três funcionários, a loja passou a ser microempresa.


Origem
Quando Millena resolveu procurar uma renda extra, teve a ideia que motivou o negócio ao ver um vestido encomendado pela irmã da Polliana com uma costureira. “Foi aí que eu me interessei pelo ramo de roupas. No começo, a costureira me ajudava bastante a desenhar as peças. Hoje, o processo é mais autoral”, conta. Apesar de, inicialmente, Millena ser a única dona do negócio, as amigas sempre a ajudaram, e ela ficou satisfeita quando Polliana se mudou de Goiânia para Brasília e fez uma proposta para entrar na sociedade, em janeiro de 2015. Em junho do ano passado, a dupla lançou uma loja virtual e, em setembro do mesmo ano, abriu um showroom para a Vestido de Chita no subsolo da Quadra 102 do Sudoeste.
“Tivemos que transformar em loja em duas semanas, tamanha a procura”, diz. Em novembro de 2015, as sócias contrataram a primeira vendedora e convidaram Roberta para entrar no negócio. “O movimento começou a nos atropelar e precisávamos de mais uma pessoa. Foi natural chamá-la”, explica Millena.

 

Na estante

 

 Gramática da língua portuguesa para leigos 

A autora, doutora em letras pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), ajuda qualquer interessado a desvendar os segredos do português. O livro aborda sintaxe, as alterações propostas pelo último acordo ortográfico, o esclarecimento de dúvidas comuns em relação à norma-padrão do idioma, questões de concursos e muito mais — sempre de forma simples e didática.
Autor: Magda Bahia
Editora: Alta Books
416 páginas
R$ 69,90

 

 

A última catástrofe — a história, o presente, o contemporâneo
Publicado primeiramente na França e lançado recentemente pela Fundação Getulio Vargas (FGV), a obra mostra um quadro geral dos debates sobre os desafios e especialidades da história do tempo presente. O autor tenta responder questões epistemológicas da disciplina e argumenta que a história já não se caracteriza por tradições a respeitar, por heranças a transmitir e por mortos a celebrar, mas, antes, por problemas a gerir, mediante um constante trabalho de crítica.
Autor: Henry Rousso
Editora: FGV Editora
344 páginas
R$ 49

 

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