ENTREVISTA GISLAYNE MENDOZA »

Empreendedorismo é minha paixão

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postado em 14/05/2017 17:09

Gabriela Studart

 

Reeleita como presidente da Associação dos Jovens Empresários do Distrito Federal (AJEDF), Gislayne Mendoza, 31 anos, tem metas ambiciosas de ver a capital federal florescer como celeiro de uma nova geração de lideranças empresariais. A primeira gestão dela na instituição começou em 2015. Fundada há 20 anos, a organização conta com 110 associados e o plano de Gislayne é chegar a 10 mil ainda este ano. Fisioterapeuta e pós-graduada em ortopedia, dermatologia e nutriendocrinologia, ela uniu as paixões pela área de atuação e pelo empreendedorismo ao abrir, há sete anos, a clínica de fisioterapia e estética funcional Mendoza, no Gilberto Salomão, no Lago Sul. Com nacionalidade brasileira e peruana, concilia a gestão da clínica, a presidência da AJEDF, o cuidado com o filho de 9 anos e os treinos na academia e em espaços abertos.



Por que você quis participar da AJEDF?
Conheci a antiga presidente em um evento de networking e ela me convidou. Eu nunca tinha ouvido falar da associação e entrei para aprender. Em graduações da área de saúde, como a que eu fiz, os alunos têm cerca de 30 horas-aula sobre administração, em que aprendem basicamente a preencher prontuário, o que não ajuda ninguém a abrir uma empresa. Demorei a investir em conhecimento empresarial e tive que “apanhar” para descobrir o que funciona. Isso me deu bagagem. Ao conhecer a AJEDF, percebi que essa era a organização que poderia ajudar outros profissionais liberais a passarem por isso. Segundo uma pesquisa, 85% das pessoas entram na faculdade pensando em ter o próprio negócio, mas, entre os concluintes, esse índice se reduz para 5%. Existe uma demanda real para ajudar jovens a abrirem e manterem negócios.

Como você chegou à presidência?

Depois de assumir um cargo de direção na instituição, a ex-presidente precisou sair e me indicou para assumir a função. Fui eleita em 2015 sem saber o que fazer: eu não almejava essa posição. Em 2016, reorganizei a casa e, em 2017, quero valorizar a imagem da AJEDF. Uma diferença é que, na maioria das gestões anteriores, os membros eram filhos de empresários. A equipe que eu montei é formada por pessoas que empreenderam sozinhas, “na porrada”. Como presidente, eu não mando na AJEDF: represento um time que fomenta o empreendedorismo jovem.

Como você avalia o cenário de Brasília para o empreendedorismo?
Fantástico: considero a cidade certa para se empreender. É uma metrópole jovem, com bom poder aquisitivo, em que a maior parte dos negócios é do ramo de serviços. É um mercado que tem espaço para tudo. Mesmo os ramos que parecem saturados abrem possibilidades, pois muito do que existe aqui deixa a desejar. Para quem é competente, sempre tem lugar. A cultura do concurso público é muito forte em Brasília. Quem é empresário escolheu seguir um caminho diferente e pode driblar a crise e mudar a economia do país e da cidade. Unidos, temos uma força imensurável. Se você quer mudar o Brasil, mude a si mesmo e a sua empresa.

O que leva jovens a empreenderem?
O sonho. Algumas pessoas amam viajar, outras ganham dinheiro fazendo os outros viajarem. Decisões de futuro, como abrir um negócio, estão intimamente ligadas à missão de vida de alguém. Digo que não trabalho, eu me divirto, amo o que  faço. Esse deve ser o foco de quem abre uma empresa: fazer o que ama. Empreender é como andar numa corda bamba: é possível, colocando um pé na frente do outro, mas não é fácil.

Qual o perfil dos jovens empreendedores do DF?
Existem muitas diferenças regionais. Em Brasília, essa galera é capacitada, tem muito acesso à informação, pensa grande, aprende com os erros e quer mudar a realidade. O traço do empreendedorismo se revela não só em quem é dono: há funcionários dos setores público e privado com postura empreendedora. Nosso objetivo é fomentar isso, para que as pessoas tenham a possibilidade de empreender, mas isso é uma escolha individual.

Qual a lição mais valiosa que você aprendeu na sua experiência como empresária?
Que tudo é possível. Eu adoro a passagem bíblica que diz isso (“Tudo é possível ao que crê”, Marcos 9:23). Se você acredita de fato em algo, as coisas acontecem. Sem nenhum histórico de empresário na família, acreditei e comecei a empreender no negativo, devendo. Hoje, sou reconhecida como profissional e aprendi muito como ser humano.

 

Participe!

A AJEDF promove eventos para associados e para o público geral. A anuidade para associados custa R$ 300. Informações: www.ajedf.org.br.

 

 

 

*Estagiária sob supervisão   de Ana Paula Lisboa