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Feira de universidades dos EUA apresenta diversas opções de estudo no país

Evento será na terça-feira (22) no Brasil 21 e contará com representantes de 13 instituições de ensino

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postado em 20/08/2017 13:31 / atualizado em 20/08/2017 14:18

Reprodução

 

Você sonha em estudar nos Estados Unidos? Então saiba que Brasília receberá um evento para ajudar quem deseja fazer curso de inglês, intercâmbio, graduação ou pós-graduação na terra de Donald Trump. A 6ª edição da Feira de Intercâmbio EducationUSA (organizada em parceria com a Missão dos Estados Unidos no Brasil) pretende atrair cerca de 2 mil visitantes na terça-feira (22) no Centro de Eventos Brasil 21. Guilherme Vital, coordenador da EducationUSA (o órgão oficial do governo norte-americano para estudos) explica que, na ocasião, os interessados terão a oportunidade de entender quais são os passos necessários antes de fazer as malas. “Algumas universidades apresentarão programas de curta duração, para os quais a preparação é mais simples. Já no caso de mestrado e doutorado, por exemplo, leva no mínimo seis meses para acertar tudo antes de viajar”, diz. Encontrar uma instituição de ensino, se inscrever no programa, ser aceito, providenciar a moradia e a documentação exigida estão entre os passos necessários.

 

Ele esclarece que, apesar de a internet reunir muitas informações, é difícil fazer um filtro. “Há muitas instituições pequenas das quais as pessoas nunca ouviram falar. Na feira, elas poderão conhecê-las e ficar sabendo que essas escolas têm interesse em receber estudantes brasileiros”, conta. Segundo Vital, as dificuldades com a língua e limitações financeiras costumam ser os maiores desafios enfrentados por brasileiros lá fora. “O candidato precisa ter um inglês bom para acompanhar as aulas. Em algumas opções de programas, há curso de inglês incluso”, observa. “Nos Estados Unidos, as universidades (inclusive as públicas) são pagas e as seleções para bolsas de estudos são concorridas. Para conseguir, o candidato tem que se destacar. Na feira, os estudantes encontrarão informações sobre isso e sobre os custos. A pessoa pode encontrar diferentes preços e, assim, achar algo que cabe no orçamento dela.”

 

Arquivo Pessoal
Novos horizontes 
Graduada em direito pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Patrícia Pinto Albuquerque, 33 anos, está na reta final da preparação para fazer mestrado em direito na New England School of Law na Boston College. Ela embarca em agosto e passará 10 meses por lá. A preparação foi longa. “Estou planejando fazer o mestrado desde o fim de 2015, quando fui à feira EducationUSA, onde assisti a muitas palestras e tirei dúvidas.” A ideia de estudar fora surgiu em 2014, quando participou do Brasília sem Fronteiras, projeto da Governo do Distrito Federal. “No programa, fiz curso de liderança em gestão pública na Áustria. Essa oportunidade abriu meus horizontes. Percebi que, no exterior, são oferecidos mestrados que poderiam complementar minha formação na área de segurança pública”, conta Patrícia, especialista em cidadania e segurança pública pela Universidade de Brasília (UnB).


Patrícia escolheu fazer pós-graduação nos Estados Unidos por causa da excelência das universidades. “Eu me interesso pelo método de ensino, eles incentivam muito o pensamento crítico”, aponta. O processo de seleção foi demorado e os critérios eram diferentes dos exigidos pelas universidades brasileiras. “São muitas cobranças: teste de proficiência, cartas de recomendação, redação sobre suas experiências, em que o candidato terá de justificar o que pretende fazer no futuro e por que ocurso escolhido é importante para esse objetivo.” Para ela, a parte mais difícil foi entender como funciona a forma de admissão. “É uma escolha subjetiva. Então é preciso saber apresentar as próprias experiências de uma maneira que os avaliadores percebam um diferencial e que a pessoa vai contribuir para a faculdade.

 

Centros de excelência - Conheça algumas das instituições participantes

 

 

 

Erik Jepsen
 

 

Universidade da Califórnia em San Diego

Segundo a representante de Relações Exteriores da universidade, Ivana Bonaccorsi, a instituição apresentará na feira cursos de inglês, de crédito universitário, de verão (para estudantes de 16 a 18 anos), pós-graduações em negócios ou para professores de inglês. “O nosso câmpus principal tem mais de 5km² e fica localizado em La Jolla, na costa do Oceano Pacífico”, diz. Para ela, é importante que os estudantes participem da feira para ter contato com a universidade antes de estudar lá. Ivana garante que os acadêmicos daqui serão bem recebidos. “Os brasileiros costumam ser muito dedicados, criativos, interagem bem com outras culturas e enriquem o ambiente de educação internacional”, detalha.

 

Quando terminou o ensino médio, em 2012, Vitor Valentim, 22, resolveu que, além de tentar os vestibulares brasileiros, se candidataria aos processos seletivos americanos. “Na EducationUSA, entendi como eles funcionavam”, diz. Ele se inscreveu em 13 instituições e foi aceito em duas: as universidades da Pensilvânia e a da Califórnia em San Diego (UCSD). Ele optou pela última e se formou em junho deste ano em engenharia elétrica, com minor (espécie de curso extra) em negócios. Ele deixa uma dica para quem quer trilhar o mesmo caminho. “É necessário fazer um trabalho de autoconhecimento e de entender a universidade, para escolher algo que combine com você”, recomenda. Hoje, formado, Vitor mora em San Diego e trabalha numa startup. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Universidade de North Carolina Wilmington

 

 

Quem escolher essa universidade estudará em um instituto presidido por um brasileiro. Jose Sartarelli é doutor em administração pela Universidade Estadual de Michigan e foi diretor da escola de administração e economia da Univerisdade West Virginia. A Universidade de North Carolina Wilmington é formada por 15.740 alunos, um excelente corpo docente e estudantes de altíssimo nível. “Na feira, traremos os mais variados programas de bacharelado, mestrado e doutorado. Nossos pontos fortes são ciência marinha, psicologia, química, finanças, enfermagem e administração.” 

 

 

 

UNCW/Reprodução

 

 

Sartarelli também elogia os estudantes tupiniquins. “Estamos interessados em recrutar grandes alunos dos principais países e os brasileiros são muito bons.” O presidente da universidade alerta que estrangeiros podem ter dificuldades de adaptação. “A cultura, as exigências dos programas acadêmicos e a distância dos familiares são algumas delas.”

 

 

 

Jeff Jonowski
 

 

Universidade do Alabama

 

A primeira universidade pública do Alabama trará para a feira os programas de engenharia, negócios e ciências matemáticas, como explica a decana de Pós-graduação Susan Carvalho. “Nós oferecemos mais de 150 opções de mestrado e doutorado”, informa. De acordo com Susan, quem escolher estudar lá tem muito a ganhar, visto que a instituição está entre as 50 melhores universidades públicas dos Estados Unidos.

 

 

 

Arquivo /University

 

 

“A universidade tem um câmpus de qualidade muito alta. Também é lindíssima, com mais de 10 mil árvores, em uma cidade pequena e acolhedora chamada Tuscaloosa. Também oferecemos classes de apoio linguístico para estudantes estrangeiros”, diz. Outra vantagem é que a universidade busca estudantes brasileiros pelas boas impressões deixadas. “Recebemos muito estudantes do programa Ciências sem Fronteiras que eram muito bons. Nossos professores ficaram impressionados”, reflete. E completa: “No Brasil, sabemos que os estudantes que buscam estudar no exterior tendem a ser excelentes”.

 

 

 

Arquivo Pessoal
 

 

Não perca!

Feira EducationUSA
Quando: 22/8, das 17h às 21h
Onde: Centro de Eventos Brasil 21
Inscrições gratuitas: educationusa.org.br/site/inscricao
Universidades participantes: de Nova York, Flórida, Internacional da Flórida, do Sul da Flórida, do Alabama, George Washington, da Califórnia  em San Diego, do Missouri, de North Carolina Wilmington, Pace, Temple, Dallas e Keck Graduate Institute
Em outras cidades: a EducationUSA ocorre no Rio de Janeiro hoje e em São Paulo na quarta-feira (23)

 

Evento na UnB

O 1° Fórum e Feira de Internacionalização da UnB
O evento gratuito de estímulo à mobilidade acadêmica ocorre de terça (22) a quinta (24), das 9h às 18h30, no câmpus Darcy Ribeiro. O encontro contará com estandes e palestras de embaixadas, instituições de fomento e organismos internacionais. Informações: www.ffi.unb.br.

 

Documentos importantes
Conheça algumas das exigências comuns para estudar nos EUA

Teste de proficiência
Algumas das provas de certificação internacional são Toefl (Teste de Inglês como uma Língua Estrangeira, em português), Ielts (Sistema de Avaliação em Língua Inglesa Internacional, em tradução livre) e Cambridge. A gerente de Cursos da Cultura Inglesa, Janine Barbosa, explica que a melhor forma de se preparar para essas avaliações é treinar. “As universidades exigem determinado nível de inglês, pois, caso contrário, o aluno não conseguirá acompanhar.”

Cartas de apresentação e recomendação
O supervisor de Cursos de Idiomas do Centro Europeu de Curitiba, Cassiano Soares, explica que esse é um dos principais pontos para a admissão. “O perfil dos candidatos é muito homogeneizado, o currículo é muito parecido, então é a forma que as universidades encontram de achar um diferencial”, observa. “O objetivo é saber quais são os valores do candidato. Como é muito abstrato, as pessoas tendem a mentir, só que as faculdades são treinadas para saber quem está falando a verdade”, alerta. “Também é necessário saber qual o perfil da universidade, não adianta fazer uma carta e aplicar a mesma para várias instituições.”

 

 

 

*Estagiária sob supervisão de Ana Paula Lisboa