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Casamento cultural

Há oito anos, casal comanda loja de presentes que conta com um café na Asa Norte. Além do mercado de objetos, atraem o público com diversos eventos, ocasiões em que reúnem artistas da cidade

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postado em 08/10/2017 15:40 / atualizado em 08/10/2017 16:34

 

 

Num espaço claro, com vista para uma árvore para lá de charmosa no Bloco E da 704/705 Norte, prateleiras se enchem dos mais diversos objetos. À primeira vista, o local pode parecer um pouco caótico, mas, lá dentro, é possível perceber que tudo está agrupado. É em meio a uma “bagunça organizada” que floresceu o Cobogó Mercado de Objetos, loja de presentes com café aberta há oito anos. O negócio é comandado por Mariana Dap e PH Caovilla. Ambos têm 41 anos e se casaram aos 18.  Pais de Luca, 19, e Anita, 10, eles não sabem precisar quantos produtos estão à venda atualmente, pois as mercadorias são renovadas a cada semana. “Funcionamos com compra e venda, não temos estoque”, esclarece Mariana. “A ideia é ter diversidade em vez de grande quantidade de peças iguais. Ao longo dos anos, passaram pela loja mais de 8 mil tipos de produtos”, conta PH, graduado em gestão comercial. Tudo é escolhido a dedo.


“Gostamos muito de caçar e garimpar itens em feiras, viagens e na internet”, completa Mariana. Porta-copos, tigelas, copos, canecas, garrafas, porta-retratos, estojos, colares, lenços, roupas para bebês, rádio retrô e o que mais a imaginação permitir estão entre os artigos que podem ser disponibilizados no mercado.


 Além da galeria de objetos diversos, um dos destaques do estabelecimento é o café. “É para a pessoa poder comer um bolinho e beber um cafezinho enquanto vê um presente. Surgiu como algo simples, não temos pretensões gourmet. É uma loja que tem um café dentro, mas ele em si se transformou num negócio com potencial para crescer”, explica PH. A localização acabou ajudando. “Ficamos numa esquina com uma árvore maravilhosa, o que dá um clima legal.”


Lanna Silveira/Esp.CB/D.A Press

 

O item mais pedido é o bolo de cenoura com cobertura de brigadeiro. O espaço não serve refeições, mas esse serviço é oferecido por food-trucks que encostam lá durante eventos. É sob a sombra da árvore de que Mariana e PH tanto gostam que ocorrem diversas programações, como happy hour às quintas-feiras, bazares e feiras diversas, reunindo artistas locais. “Contando o movimento da loja e dos eventos, recebemos de 5 mil a 10 mil pessoas por mês”, calcula PH. Os frequentadores, em geral, têm acima de 30 anos. Além dos donos, a casa conta com seis funcionários, dois na galeria (cuja administração fica a cargo de Mariana) e quatro no café (gerenciado por PH).


Fórmula exitosa
Um relacionamento próximo com a equipe é uma das prioridades da dupla. “Claro que existem funções e hierarquia, mas somos todos pessoas e tentamos conviver de igual para igual, sem divisões. Até porque passamos mais tempo com esse time do que com meus filhos”, observa Mariana. Segundo o casal, um ambiente de trabalho agradável é um dos ingredientes que fazem o Cobogó Mercado de Objetos dar certo até hoje. Mas há vários outros fatores envolvidos. PH cita o fato de os donos gostarem do negócio e cuidarem dele de perto. “Além disso, conta muito a nossa constante busca por aprimoramento e novidades”, percebe. Uma gestão financeira correta também é essencial. Na opinião de Mariana, até os tropeços podem contribuir para o sucesso. “É preciso errar bastante e rapidamente assumir e consertar. Assim, se aprende muito”, defende. Por último, ela menciona o interesse e a disposição dos donos com relação à loja. “Como proprietários, precisamos saber fazer qualquer coisa ali dentro.”

Origem
O primeiro negócio do casal foi um bar. “Tomamos um tombo e falimos, mas a experiência nos ensinou muito. No comércio, quanto mais você se lasca, mais aprende”, confessa Mariana, aos risos. Depois disso, ela começou a fazer trabalhos manuais e expôs em lojas e feiras no DF e continuou com a atividade quando a família se mudou para Pirenópolis (GO), onde manteve uma lojinha de fim de semana. Lá, PH ajudou a implementar um restaurante italiano, o que o aproximou do universo da alimentação. De volta à capital federal, Mariana organizou uma feira no CasaPark em 2006 e  PH deixou o emprego para trabalhar com a esposa. “Fizemos cinco edições e partimos para o salão do Helio Diff no Lago Sul”, relata. A proposta era expor produtos lá durante um mês, mas a parceria deu tão certo que se estendeu por um semestre. A partir daí, Mariana montou um ateliê,  que acabou se tornando o Cobogó.

 

Saiba mais

3039-6333 / www.facebook.com/Cobogo / www.instagram.com/mercadocobogo