PERFIS DE SUCESSO - VANNI GONçALVES »

Doceira vende 200 sobremesas por dia em frente ao RU da UnB

Pão de mel, cocada, bolo no pote, pudim, torta, bombom, trufa, mousse e pavê estão entre os produtos oferecidos por ela. Nos fins de semana, ainda pega encomendas para atender festas infantis e casamentos

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postado em 29/10/2017 14:06 / atualizado em 30/10/2017 14:51

 

Quem come no Restaurante Universitário da Universidade de Brasília (RU/UnB) e sai com apetite para um doce encontra satisfação para esse desejo nas sobremesas de Vanni Gonçalves. Ela prepara brigadeiros, trufas, bolos no pote, pudins, cocadas, pavê, mousse e pão de mel. As vendas começaram de forma tímida, há quatro anos, com o filho mais velho de Vanni, Alexandre, 25 anos, aluno de ciência da computação. “Ele começou vendendo meus pães de mel, que fizeram muito sucesso. Em seguida, percebeu que ninguém oferecia sobremesas, como pavê, na porta do RU”, relembra a doceira. A partir daí, a goiana de Mara Rosa visualizou uma oportunidade de negócio. Há dois anos, ela própria passou a trabalhar no local. Os outros dois filhos — Guilherme, 24, aluno de agronegócio, e Gustavo, 19, que se prepara para ingressar na UnB — também ajudam a mãe na empreitada quando necessário, principalmente o caçula.


Todo o sustento da família é proveniente do comércio de doces. Por dia, ela consegue comercializar cerca de 200 sobremesas. Na universidade, eles são vendidos a R$ 1,50 (brigadeiro de colher), R$ 2 (cocada), R$ 3 (pão de mel, pavê e mousse) ou R$ 3,50 (bolo no pote). Recentemente, Vanni também passou a oferecer bombons a R$ 1. Tudo pode ser pago com dinheiro em espécie ou cartão. A atividade demanda muito esforço. Para oferecer guloseimas fresquinhas em caixas térmicas das 11h às 15h em frente ao RU, ela acorda às 6h e termina as preparações pela manhã. De tarde, volta a cozinhar. O trabalho não tem hora para acabar. “Tem noite que vou até as 2h ou 3h.” No dia seguinte, começa tudo de novo. “Não é fácil, mas vale a pena”, diz. O cartão fidelidade (que permite aos clientes ganhar um produto de graça após a compra de nove unidades) passou a ser oferecido depois que a comerciante mudou de lugar. “Há um ano, cortaram a árvore em que eu ficava. Aí tive de me mudar um pouco mais para longe. Daí, adotei essa estratégia para ser lembrada.”


Lanna Silveira/Esp.CB/D.A Press

 

 

No câmpus Darcy Ribeiro, Vanni observa que existe concorrência com outros doceiros, mas isso não a preocupa. “Tem espaço para todo mundo.” Ela acredita que conquista o público pelo sabor e também pelo bom humor. “Converso muito com os clientes e escuto o que eles têm a dizer sobre os produtos. Eles dão sugestões de sabores, por exemplo, e ficam felizes de ver que trago do jeito que pediram depois”, relata. O contato não se restringe ao comércio. “Gosto muito de conversar, tem gente que senta aqui, fica falando comigo, até esquece a hora, quando vê está atrasada para a aula”, diz, aos risos. Entre os clientes fiéis está o biólogo Felipe Soares, que cursa mestrado em ecologia na UnB. “ Geralmente, compro bolo no pote, pudim ou mousse. Tudo que a Vanni faz é bom, ela tem uma mão muito boa e o preço é acessível”, elogia. “Além disso, ela é muito simpática, dá gosto de conversar, isso faz parte do pacote”, diz.

 

Lanna Silveira/Esp.CB/D.A Press
 

 

Além do câmpus
Vanni já era doceira antes de começar a vender iguarias na UnB. O contato com a comunidade universitária aumentou os pedidos de encomendas. “Tem gente que pede torta ou pudim e trago no dia seguinte”, conta. No entanto, a área de atuação vai além da universidade: ela fornece bolos e doces para eventos infantis, aniversários e casamentos. “Já cheguei a pegar encomendas para festa de 400 pessoas, fazendo bolo, 3 mil docinhos e 2 mil bem casados. É difícil passar um fim de semana sem algum trabalho do tipo”, relata. Nesses casos, o filho mais velho dela faz a entrega. Por causa dessa procura, a intenção de Vanni é permanecer no ponto na UnB e abrir um bufê de doces para festas. A parte mais gratificante do trabalho, segundo ela, é ver tudo pronto e receber elogios.

Histórico
Morando em Brasília há 24 anos, Vanni adquiriu experiência de vendas durante os 12 anos em que foi proprietária de uma loja de roupas infantis. Quando cansou desse ramo, começou a fazer sobremesas, resgatando uma herança de família. “Meu pai era doceiro de mão cheia. Nas festas da família, eu sempre ficava responsável por essa parte”, conta. O rol de receitas foi acumulado ao longo do tempo. “Peguei algumas em programas de TV, mas sempre mudo algo”, explica.

 

Saiba mais

facebook.com/doceriavanni / 99616-8865