ENTREVISTA SAM JOLEN »

Em entrevista, guru de programação neurolinguística dá dicas para o sucesso

O fundador do Elsever Institute ajuda pessoas a mudarem de pensamento para crescer. O coach foi operário em uma fábrica no Japão na juventude e aplica os princípios ensinados na própria vida

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postado em 10/12/2017 16:20 / atualizado em 10/12/2017 16:24

Raphael Castello/Divulgação

 

 

 

Alcançar o êxito profissional é um grande desafio. Determinação, autoconfiança e autocontrole são fatores fundamentais para chegar lá. A fim de ajudar pessoas a desenvolverem esses atributos, Sam Jolen se tornou coach e fundou, em 2011, o Elsever Institute, que oferece cursos para desenvolvimento pessoal baseados na Programação Neurolinguística (PNL). A empresa atendeu 25 mil alunos no total e oferece nove treinamentos. Ele ensina aos participantes como dominar a própria mente e defende que todos são capazes de alcançar qualquer objetivo, desde que abram mão do conforto. O paulistano de 33 anos nunca frequentou uma faculdade, mas tem rica experiência de vida. Na juventude, foi operário numa fábrica de automóveis no Japão, mas perdeu o interesse pela atividade por causa da jornada exaustiva de trabalho. De volta ao Brasil, passou a estudar PNL. Fluente em cinco idiomas (português, inglês, espanhol, alemão e italiano), Sam Jolen se tornou referência em sua área de atuação e ministra palestras em todo o país.



O que é necessário para ser um profissional de sucesso?
Temos de fazer aquilo de que gostamos para que não haja frustração. O grande erro de alguns é visar o dinheiro e trabalhar sem ter amor pela atividade. A segunda regra é fazer algo diferente do que já existe. Encontrar um diferencial é o que leva as pessoas a se destacarem. Uma carreira pode ser marcada pela exclusividade. Quem busca o diferente consegue pensar em soluções inéditas e crescer mais rapidamente.

Quando você passou a se destacar em desenvolvimento de pessoas?
Eu comecei a dar palestras e cursos aos 20 anos e, desde o início, obtive sucesso. Porém, eu era muito novo, os outros professores eram muito mais velhos. Então, somente aos 25 consegui uma posição de destaque, pois foi quando as pessoas viram que eu não era só mais um, percebendo que eu colocava em prática na minha vida o que eu ensinava.

Quais foram os maiores desafios que você enfrentou?
A maior dificuldade foi aprender a confiar em mim mesmo e nas minhas vontades. Às vezes, o sonho é tão desconectado da realidade que as pessoas têm vergonha de compartilhá-lo. Isso é um erro, pois, se contamos nossos objetivos aos outros, encontramos mais motivação para realizá-los. Quando falava que queria fundar meu instituto, eu era ridicularizado; assim como riam quando eu revelava que queria rodar o mundo. No momento em que comecei a acreditar mais em mim, as coisas começaram a fluir, visto que a autoconfiança é essencial. Visitei mais de 40 países e meu instituto está consolidado. Vale ressaltar que quem não corre atrás do próprio sonho se torna fracassado. Quando entendi isso, venci a maior das dificuldades.

 

 

Luis Seyssel/Divulgação
 



Em quem você se inspira?
Mais de 50 professores foram minhas referências. Estudei em vários lugares do mundo, fazendo cursos sobre gestão e desenvolvimento de carreiras em países como Estados Unidos, Alemanha e Itália. Conheci muita gente famosa no meu segmento, como os coaches americanos Richard Bandler, John Grinder e Robert Mckee. Contudo, meus melhores mentores são menos conhecidos. Alunos que procuram professores pela fama comentem um erro grande. É preciso buscar mentores que têm a informação certa na hora certa. É importante pesquisar sobre esses profissionais e saber de que forma eles podem contribuir para o seu desenvolvimento. Isso é a chave para o sucesso. Ao longo de 14 anos de carreira, meus maiores influenciadores foram os coaches Tom Best, dos Estados Unidos; Matthias Varga Von Kibed, Bernd Isert e Gunther Schmidt, da Alemanha.

 

De que forma a neurolinguística pode ajudar pessoas a se tornarem profissionais de sucesso?
A neurolinguística mostra que uma pessoa pode fazer o que quiser e não só o que o mercado quer que ela faça. Qualquer um é maior que o cargo e a empresa em que trabalha. A partir do entendimento de que não é preciso sofrer pelo trabalho, é possível se sentir realizado na vida pessoal e na vida profissional. Fiz essa descoberta quando ainda trabalhava como operário. Eu fui para o Japão aos 18 anos para trabalhar numa fábrica de automóveis. Consegui a vaga por indicação de amigos. Em 2003, um colega cometeu suicídio dentro daquela indústria. Na mesma época, fui hospitalizado por causa do excesso de trabalho. Esses dois acontecimentos me fizeram pensar muito sobre como reagir em situações de estresse. Às vezes, eu chegava a cumprir jornada de 18 horas por dia de segunda a sábado. Naquele período, eu achava que o sucesso profissional era medido pela quantidade de dinheiro ganho. Quando percebi que meu pensamento estava errado (afinal, aquilo afetava a minha saúde), saí do emprego. Quando voltei para o Brasil, comecei a estudar sobre neurolinguística num curso em São Paulo. A partir desta capacitação, descobri meu próprio potencial. Com os conhecimentos que adquiri sobre PNL, comecei a ensinar às pessoas que elas podem fazer o que quiserem e que tudo está ao alcance delas. É um processo de mudança de pensamento.

Você recebeu alguma crítica por fazer esse trabalho?
Diversas vezes, mas não tenho problemas com isso, pois não é fácil entender minha atividade. É difícil fazer com que as pessoas mudem de mentalidade e saiam da zona de conforto — frequentemente, isso não é bem recebido. Durante cursos e palestras, eu desafio o público a compreender como a mente humana pode ser transformada, o que gera incômodo. Ensino os participantes a saírem do comodismo para conseguirem se destacar. Mas há também muita recepção positiva: em geral, as pessoas vêm ao instituto para fazer apenas um curso, mas acabam fazendo todos, pois a qualidade de vida delas muda radicalmente. Tem gente que se cura de doenças, passa a se alimentar melhor, transforma o jeito como vê o mundo...

Qual perfil de profissional é valorizado no mercado?
Empregadores querem pessoas dispostas a contribuir com a expansão da empresa em que trabalham. Mas isso só é possível se o contratado oferecer algo novo, apresentar um diferencial. Isso não é fácil, pois, muitas vezes, a própria cultura da empresa não ajuda por falta de oportunidades. É preciso, então, conhecer a liberdade propiciada pelo ambiente corporativo para que um profissional coloque em prática seu talento.

 

Saiba mais

O Elsever Institute, especializado em desenvolvimento humano, atuando em PNL, hipnose e coaching, fica na Avenida Paulista, em São Paulo. Informações: elsever.org / 0800-777-1360 / info@elsever.org.

 

Entenda o termo
Campo de conhecimento que busca entender o funcionamento do inconsciente humano. A partir desse entendimento, seria possível reorganizar o pensamento e as ações para ter melhor desempenho em diversas facetas da vida.

 

 

 

 

*Estagiário sob supervisão de Ana Paula Lisboa