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O herdeiro da Casa Renato

Pet shop e loja de produtos agropecuários na 308 Sul aberta em 1962 está na segunda geração da gestão familiar. Preços competitivos e bom atendimento são ingredientes para o êxito ao longo de tantos anos

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postado em 04/02/2018 16:32 / atualizado em 04/02/2018 17:31

 

 

Quem passa pela 308 Sul deve estar acostumado a avistar a Casa Renato, no Bloco C da comercial. A loja de produtos rurais e voltados para animais de estimação está no mesmo lugar há 56 anos. O negócio familiar está na segunda geração da gestão. A empresa foi aberta pelo mineiro Renato de Andrade, que tocou o negócio até 1990 e faleceu em 2008. Desde que ele deixou o comércio, o filho, Francisco de Andrade, 59 anos, assumiu a gestão. “Meu pai foi tratorista, dono de bar, sócio numa plantação de fumo… Trabalhou com muita coisa e resolveu tentar uma nova vida na capital federal. Ele veio para Brasília em 1961 estudar o mercado e percebeu uma carência de estabelecimentos para atender chacareiros. No ano seguinte, veio com toda a família decidido a montar um negócio”, conta. Seu Renato comprou o espaço na Asa Sul e colocou para funcionar com o nome dele por uma estratégia de mercado.


“Ele batizou de Casa Renato porque, se por acaso não desse certo naquele ramo, poderia trocar de área, mas manter a marca, que já teria se tornado conhecida”, explica. Como a empreitada deu certo — tanto que sobrevive até hoje —, a mudança não foi necessária. O segredo, segundo Francisco, está em apresentar preços competitivos e, principalmente, bom atendimento, que fidelizou muitos clientes. “As pessoas gostam de vir aqui, tirar dúvidas, conversar, acaba virando amizade.” A jornada empreendedora, porém, envolve muitas dificuldades. “Passamos por muitas crises e a atual tem sido a pior. Outro desafio é o fato de o ramo ter se pulverizado: deve ter cerca de 800 lojas de produtos agropecuários no DF, muitas grandes, vindo de fora. Então a concorrência é enorme”, percebe. “A loja sobrevive por ser muito conhecida”, acredita ele, que prefere não revelar o faturamento da pequena empresa.

“Apesar de o pessoal falar muito mal de Brasília por causa dos políticos, é uma cidade muita acolhedora, como foi para a minha família. Era uma terra de oportunidades, e todo mundo que chegou aqui nos anos 1960 e trabalhou direitinho venceu na vida”, analisa. Por dia, a Casa Renato recebe de 60 a 80 clientes — sendo que 65% do público é do sexo feminino. Rações para animais (não só cão e gato, mas também para pássaro, coelho, hamster) são as mercadorias mais vendidas. O local comercializa ainda acessórios para bichos de estimação, sementes, adubo, acessórios para jardinagem, vasos, entre outros itens. Francisco conta com quatro funcionários para atender a demanda. “Todos estão comigo há muito tempo. Para reter o pessoal, tudo parte da educação. É preciso ter respeito mútuo. Você não pode chamar a atenção da equipe na frente da clientela, por exemplo.”

 

 

Antonio Cunha/CB/D.A. Press

 

 

Continuidade
Natural de Ubá (MG), como o pai, Francisco explica que dar continuidade à loja foi natural. “Eu trabalho aqui desde menino. Depois que saí da faculdade, em 1981, estávamos num momento de crise. Não tão forte como esta, mas o mercado de trabalho estava complicado. Então acabei continuando na loja”, conta Francisco, que é engenheiro mecânico e administrador. Ao longo do tempo, ele chegou a ter outros negócios, nas áreas financeiras, de construção civil e de venda e instalação de equipamentos de segurança e de ar-condicionado. Por fim, acabou fechando as outras empresas para se dedicar apenas à Casa Renato. Francisco tem quatro filhos: Renato, 34, Natália, 32, Ricardo, 26, e Vinícius, 7.

“Os dois meninos mais velhos são economistas. Minha filha é gerente de marketing. E o mais novo ainda não sei o que quer ser”, diz. “Pretendo continuar trabalhando por mais um tempo. Não sei como será o futuro e se algum deles vai querer tocar o negócio. Não conto com isso.” O estabelecimento chegou a ter uma filial no Lago Norte, que fechou as portas no fim da década de 1990. “Ela deu resultados nos dois primeiros anos, depois estagnou. Então preferi alugar o local”, afirma. Francisco não deseja ter outra unidade: a meta é melhorar o trabalho feito. “Quero persistir e continuar atendendo bem, buscando a excelência no atendimento”, planeja.

 

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