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Estudantes brasileiros farão pesquisas marinhas em navios

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postado em 11/08/2012 08:22 / atualizado em 15/08/2012 16:12

A partir deste ano, estudantes brasileiros vão poder participar de pesquisas marinhas a bordo de navios do consórcio internacional Integrated Ocean Driling Program (IODP). O Brasil se juntará a 28 países que já fazem parte desse programa, que utiliza equipamentos de perfuração montados nos próprios navios para monitorar e retirar amostras do ambiente marinho.

Dois estudantes brasileiros, um de graduação e outro de pós-graduação, receberão bolsas do Programa Ciência sem Fronteiras e já estarão na equipe de pesquisadores da próxima missão, na Costa Rica, prevista para daqui a seis semanas. “O Brasil ganhou o direito de explorar as 200 milhas marítimas, mas estamos muito defasados em recursos humanos e não conhecemos quase nada do nosso fundo do mar. Há demanda muito grande em pessoal qualificado nessa área”, diz Jorge Almeida Guimarães, presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

O IODP é o programa internacional científico mais antigo dedicado a explorar a história e a estrutura da Terra, tendo iniciado em 1958. As pesquisas documentam mudanças climáticas, fronteiras da biosfera e movimentos do planeta, que podem ajudar a entender fenômenos como terremotos e tsunamis. As pesquisas são feitas por dois navios-universidades, um dos Estados Unidos e outro do Japão.

“Nossos barcos de expedição são laboratórios flutuantes, mas também universidades flutuantes”, observa Bradford Clement, representante do programa e professor de geologia da Florida International University. Ele participou de uma missão do IODP quando era estudante de graduação. “Foi o momento mais importante da minha formação. Você está ao lado dos maiores especialistas do mundo, e todos pensando sobre o mesmo problema ao mesmo tempo”, conta.

Segundo o presidente da Capes, a adesão do Brasil ao programa vai reforçar os cursos na área das ciências do mar das universidades brasileiras. Esses estudantes também terão apoio do Ciência sem Fronteiras para estudar nas universidades dos países que integram o IODP.

Ascom Mec
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