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Feira do Estudante atrai brasilienses que planejam morar no exterior

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postado em 07/03/2013 20:51 / atualizado em 11/03/2013 11:05

Daniel Ferreira
O centro de convenções do hotel Brasil 21, no Setor Hoteleiro Sul, virou uma verdadeira Babel para receber a Feira Internacional Eduexpo, que oferece informações e serviços para pessoas que querem estudar no exterior. O encontro ocorre em outras três capitais brasileiras até o fim do mês de março. De um lado a outro dos corredores instalados no espaço destinado a eventos do hotel, cerca de 3 mil pessoas e que passaram por lá nesta tarde (7) puderam se informar sobre os programas e cursos oferecidos por universidades de diversos países.

Sofia Hauschild está procurando a universidade para a qual pretende se aplicar em um programa de pós-graduação. “As atividades oferecidas têm que combinar com o que eu busco profissionalmente”, afirma. As opções da estudante brasiliense de 22 anos são vastas: Sofia está em dúvida entre instituições de ensino da Itália, Alemanha, Reino Unido e França.

Enquanto a moça se informava sobre uma instituição italiana conversando com os agentes na língua do país europeu, a colega Rebecca Barros, 22, entrevistava um representante de uma universidade espanhola sobre um programa de mestrado. “É bom que dá para aproveitar e praticar a língua”, conta Rebecca. A moça, formada em línguas estrangeiras aplicadas pela Universidade de Brasília (UnB), cursou o ensino médio nos Estados Unidos e viajou alguns meses pela Itália. “A experiência de intercâmbio é essencial para abrir a cabeça das pessoas”, descreve.

Sofia concorda: “Encontramos gente diferente de um mundo completamente oposto ao que nós estamos acostumados. Aprendemos uma cultura nova, aprimoramos os conhecimentos na língua, mas, principalmente, descobrimos outra forma de viver, e descobrimos que o mundo é muito grande para nos limitarmos”.

Volta ao mundo
Cerca de 100 agências, representações de universidades e outras instituições participam das atividades que já estiveram em Curitiba, Belo Horizonte, Porto Alegre e Rio de Janeiro, e ainda devem passar por São Paulo, Campinas e Recife. Ao todo, a feira contará com a presença dos seguintes países: Suíça, Suécia, Itália, Espanha, Holanda, França, Alemanha, Austrália, Reino Unido, Estados Unidos, Nova Zelândia, África do Sul, Letônia, Irlanda, Portugal e Canadá.

Os quatro estandes do Canadá eram uns dos mais concorridos na feira. Filas enormes se formavam diante dos escritórios improvisados das agências de intercâmbio. “Para um curso de graduação lá, o investimento é de, mais ou menos, R$ 25 mil por ano”, revela a consultora Silvia Bertoni, que auxilia estudantes brasilienses a desembarcar no Canadá há mais de 25 anos. O valor parece ser alto no início, ela diz, mas o resultado compensa. “Ter o diploma de uma universidade reconhecida mundialmente, com o melhor apoio tecnológico em um país que investe pesado na formação de seus profissionais não tem preço”, garante.

A preocupação de Wercilene Gama, mãe de Géorgia Gama, 17, é de que um diploma de graduação no exterior não tenha validade no Brasil. “Acho maravilhosa oportunidade de morar fora, mas não estou muito certa se é o melhor momento”, diz. Já Geórgia não tem nenhuma dúvida. “Quero ir o mais rápido possível.”

Daniel Ferreira
Sonho que vale ouro
Do outro lado do corredor, Larissa Verardo sorria orgulhosa da filha Lara, 13, que conversava animadamente em inglês com a representante de uma instituição de ensino dos Estados Unidos sobre os programas oferecidos para estudantes no ensino médio. “É meu sonho poder estudar lá fora. Meus pais sempre me incentivaram”, conta Lara, animada com a ideia de viver no país norte-americano. Mas os preços das viagens não agradaram a mãe da menina. “Está tudo muito caro”, avalia.

Um curso simples de inglês nos Estados Unidos, por exemplo, chega a custar R$ 4 mil por apenas quatro semanas. O investimento é alto, mas o sonho de Lara, que cursa a 8ª série do fundamental, é ainda maior: “Quero fazer o ensino médio nos Estados Unidos e ser aprovada em Harvard no curso de medicina”, planeja.

Dedicada, a garota já sabe até o caminho que deve seguir para se tornar membro de uma das mais renomadas universidades do mundo. Como nos Estados Unidos não há vestibular, o caminho normal é ser aceito pela instituição após a avaliação das notas e atividades realizadas ao longo do ensino médio. Desenvolver experiências extracurriculares, integrar-se em grupos de estudo, praticar esportes e participar de olimpíadas acadêmicas podem contar pontos nesse processo.

A mãe de Lara torce para que os sonhos da filha se realizem, mas como ainda falta um ano até que ela possa ingressar numa High School (o ensino médio dos Estados Unidos), vai esperar mais um pouquinho para ver quanto esse projeto deve custar à família. 

Anote:

Inscrições: www.edufindme.com/eduexpo2013

SÃO PAULO
Dias: 9 e 10 de março (sábado e domingo)
Horário: das 14h às 19h
Local: Centro Fecomercio de Eventos - Rua Dr. Plínio Barreto, 285 - Bela Vista

University Connect Forum

Dia: 11 de março (segunda-feira)
Local: InterContinental Hotel - Alameda Santos, 1123 - Jardim Paulista

CAMPINAS

Dia: 12 de março (terça-feira)
Horário: das 16h às 21h
Local: Vitória Hotel Concept Campinas - Avenida José de Souza Campos, 425 - Cambuí

RECIFE
Dia: 14 de março (quinta-feira)
Horário: das 16h às 21h
Local: Transamérica Prestige Beach Class Internacional - Av. Boa Viagem, 420 - Boa Viagem

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