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Suécia é aposta de brasileiros para bolsas no exterior

País é um dos melhores lugares do mundo para bolsistas viverem a inovação em seu dia-a-dia

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postado em 21/03/2013 14:59

Com um dos melhores índices de inovação do mundo, de acordo com o Gabinete de Estatísticas da União Europeia (Eurostat), Suécia se destaca como um dos destinos que podem ser escolhidos por estudantes e pesquisadores brasileiros que desejam embarcar no programa Ciência sem Fronteiras, do governo federal. O grande diferencial do país é seu ambiente colaborativo para a inovação. Com cultura de inovação baseada no conceito da hélice tripla (que envolve as áreas acadêmica, empresarial e governamental), a Suécia tornou-se, ao longo do tempo, berço de invenções que foram bem recebidas mundialmente. Lá foram criados itens essenciais na rotina do homem moderno como zíper, fósforo, Bluetooth, Skype, cinto de segurança de três pontos, dinamite, tecnologia GSM, marca-passo, cortador de grama, aspirador de pó, entre outros.   Essa foi uma das razões que fizeram Emília Villani decidir realizar seu pós-doutorado na Suécia, por meio do Ciência sem Fronteiras. Aqui no Brasil, essa paulistana é professora do ITA. Partiu para a cidade de Gotemburgo em novembro de 2012 – com marido e o filho de seis anos – para realizar pesquisas em injeção de falhas em sistemas embarcados, na área de engenharia. E não se arrepende.   “Sem dúvida recomendo a Suécia como um destino para bolsistas brasileiros. É um país em que as pessoas são gentis e práticas, e que há um espírito constante de colaboração. Acredito que seja esse um grande diferencial. Posso observar esse espírito tanto em meu dia a dia quanto na didática aplicada pela escola em que meu filho estuda”, comenta a bolsista, que chegou à Suécia em pleno inverno. Atualmente o país conta com mais de 35 mil estudantes e pesquisadores estrangeiros que vão para a Suécia procurando por novos desafios de aprendizagem.   A realidade colaborativa e de inovação não poderia ser diferente, já que o país é um dos que mais investem em Pesquisa & Desenvolvimento: em 2011, 3,7% do PIB foram destinado a projetos que fomentam o desenvolvimento de novas tecnologias e inovações em diversas especialidades. Esse gasto em P&D é fator fundamental para explicar por que a Suécia coleciona títulos quando o assunto é gerar novas tecnologias: -       1º no The Global Information Technology Report 2012 -       1º no Innovation Capacity Index (ICI) 2011, da European Business School -       2º no Global Innovation Index 2012.   O país disponibiliza para brasileiros mais de 2.000 bolsas de estudo, de diversos níveis de formação, em 26 universidades suecas com alto grau de qualidade de ensino e pesquisa. Com didática focada em trabalhos que são realizados em colaboração, o estudante bolsista pode estar perto das mais novas tendências em tecnologia e desenvolvimento sustentável. Adicionalmente, outras 100 bolsas são fruto de uma parceria entre o CNPq, o Centro de Pesquisa e Inovação Sueco-Brasileiro (CISB) e a empresa Saab AB, líder sueca em tecnologia nos setores aeroespacial, defesa e segurança civil, e também fundadora do CISB.   Bolsas - Uma nova chamada pública para concorrer a bolsas de estudo na Suécia já foi lançada pelo Programa Ciência sem Fronteiras. É o segundo edital publicado pelo Programa. O primeiro foi contemplado no início de 2012 e há previsão de uma terceira chamada ainda para este ano. As inscrições vão até o dia 3 de maio e 20 bolsas serão concedidas, sendo cinco para doutorado sanduíche por até 12 meses e 15 de pós-doutorado por até 24 meses. Este edital abrange as áreas de tecnologia da informação e comunicação, eletrônica, materiais e produção, sistemas de engenharia mecânica, energia & meio ambiente, entre outras. O principal diferencial dessas bolsas de estudo está relacionado com o ambiente que os pesquisadores encontram na Suécia, focado na prática da inovação aberta.   Para o programa Ciência sem Fronteiras, as universidades suecas disponibilizam vagas nas seguintes áreas: biologia, biomedicina e ciências da saúde; computação e tecnologia da informação; tecnologia aeroespacial; farmacêuticos; produção agrícola sustentável; energia renovável; tecnologia em minerais; biotecnologia; nanotecnologia e novos materiais; tecnologia para a prevenção e mitigação de desastres naturais; bioprospecção e biodiversidade; ciências marinhas; indústria criativa; novas tecnologias em engenharia da construção; ciência física e da Terra, engenharia e áreas relacionadas. Para mais detalhes sobre o programa, acesse www.cisb.org.br/csfsuecia Com informações do Centro de Pesquisa e Inovação Sueco-Brasileiro    
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