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Ministro da Educação rebate críticas sobre o Ciência sem Fronteiras

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postado em 24/04/2013 19:36 / atualizado em 25/04/2013 11:00

Mariana Niederauer

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, rebateu as críticas ao Ciência sem Fronteiras (CsF) durante coletiva de imprensa em que apresentou um balanço do programa, nesta quarta-feira (24/4). "O problema do Ciência sem Fronteiras não é atingir a meta programada. O nosso problema é orçamento para cumprir as metas e para ter qualidade ao preenchê-las", disse Mercadante.

De acordo com o balanço apresentado, até abril deste ano foram concedidas 23.851 bolsas pelo programa. O resultado de outras 17.282 da última chamada devem ser divulgadas ainda nesta quarta-feira. Além disso, ainda há editais em andamento para países como China, Índia, Irlanda, Bélgica, Áustria e Finlândia, que totalizam 3.970 vagas. Com esses benefícios, o governo pretende atingir a meta para 2013, que é de 45 mil bolsas concedidas.

Polêmica em bolsas de pós-graduação
Reportagem publicada na terça-feira (23) no jornal Folha de S.Paulo afirmou que bolsistas selecionados em processos seletivos regulares para pós-graduação na Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) estariam sendo contabilizados no CsF. Segundo a publicação, o processo estaria maquiando os números do programa para garantir o cumprimendo das metas.

Em nota divulgada no site do CsF, a Capes e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) afirmaram que a estratégia visa a garantir mais espaço para projetos ligados às ciências humanas.

Os candidatos de pós-graduação aprovados pelo processo tradicional de seleção, mas que estão sendo contabilizados e financiados pelos recursos do CsF, apresentam linhas de estudo nas áreas do conhecimento priorizadas pelo programa mais recente, como a industrial, científica e tecnológica.

Segundo a nota, a medida desobstrui as vagas do processo tradicional e permite a "ampliação do atendimento qualificado (...) em áreas não contempladas no programa CsF", como as atividades ligadas às ciências humanas.

"Não faz sentido eu ter dois programas concorrentes nessas áreas", replicou Mercadante. "Não existe, na pós-graduação, uma única porta de entrada no Ciência sem Fronteiras", disse.

 

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