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Embaixada celebra Vinicius de Moraes

Representação festeja os 87 anos da rainha Elizabeth II com uma homenagem ao primeiro brasileiro a ganhar bolsa de estudo do Conselho Britânico

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postado em 17/06/2013 10:24 / atualizado em 17/06/2013 11:59

Gustavo Aguiar

Livio Campos
O que Vinicius de Moraes tem a ver com o aniversário da rainha Elizabeth II, da Inglaterra? Para estimular os estudantes brasileiros a participarem dos programas de intercâmbio disponíveis no país, a embaixada britânica em Brasília vai celebrar os 87 anos da monarca com uma homenagem ao centenário do poeta e compositor, que foi o primeiro brasileiro a ganhar uma bolsa de estudos concedida pelo Conselho Britânico. A Queen’s Birthday Party traz a filha de Vinicius, Georgiana de Moraes, para falar da experiência do pai na terra da rainha. O evento será amanhã, às 19h45, para convidados.

Era agosto de 1938 quando Vinicius desembarcou para estudar no Reino Unido. “Vejo como uma experiência importantíssima para meu pai, porque ele sempre falava a respeito. Temos uma relação muito forte com a Inglaterra”, conta Georgiana, que também acabou levada pelo pai para estudar no país europeu. “Fui numa época em que a presença brasileira lá ainda era muito insipiente. Quando meu pai chegou, quase não havia brasileiros estudando em universidades britânicas.”

Setenta e cinco anos depois, a embaixada britânica comemora pelo menos 2 mil estudantes daqui que este ano vão frequentar as universidades daquele país. Pelo Ciência sem Fronteiras (CsF), do governo federal, além dos 550 que viajaram no início do ano, serão mais de 1,7 mil intercambistas a partir de setembro. Outros 24 pós-graduandos foram selecionados pelo Programa Chevening, do Ministério das Relações Exteriores britânico.

Vinícius de Moraes chegou ao Reino Unido com 25 anos. Em Por que amo a Inglaterra, publicado em 1959, o poeta narra os desafios de adaptação pelos quais passou, como dificuldades com o clima e as diferenças culturais. Mesmo enfrentando problemas, o autor lembra-se do período com carinho. “Já fostes a minha casa”, escreveu.Foi o próprio Vinicius quem levou Georgiana para estudar em um internato em Surrey, no sul do país. “Foi o período em que mais me aproximei dele. Ele ia me visitar, e, quando não podia, mandava alguns amigos irem me ver”, lembra ela.

Seguindo os passos do poeta, Juliana Faria, 21 anos, aluna de arquitetura e urbanismo da Universidade de Brasília, vai morar por um ano na Irlanda do Norte, uma das quatro nações que constituem o Reino Unido. Ela foi selecionada pelo CsF, e está se preparando para viajar em meados de setembro. “Já conheço Londres, mas estou muito ansiosa. É muito diferente ir como turista e como universitária”, afirma. A jovem pretende usar a experiência como uma forma de melhorar o currículo e desenvolver habilidades diferentes.


Oportunidade
Após seis anos em Londres, o economista Alexandre Campos, 40 anos, diz que a experiência no exterior foi essencial para a conquista de uma boa posição no mercado de trabalho no Brasil. Bolsista do Programa Chevening em 2006, ele conseguiu um emprego no país europeu logo que concluiu o MBA em economia na Universidade de Manchester. “Tive 60% dos meus gastos pagos pela bolsa. Consegui ampliar as perspectivas de trabalho e desenvolver talentos e qualidades profissionais ”, conta.

Rafael Duarte, oficial do programa Chevening no Brasil, ressalta que retornar ao país de origem para aplicar o conhecimento adquirido em intercâmbio é essencial aos interessados no programa voltado a candidatos de pós-graduação do Ministério das Relações Exteriores do governo britânico. Personalidades políticas, como o ex-presidente colombiano Álvaro Uribe e o atual primeiro-ministro da Islândia, são egressas do programa.

Para a gerente de Educação da embaixada britânica, Chris Brealey, apesar de distantes geograficamente, Brasil e Reino Unido compartilham semelhanças, sobretudo quando o assunto é juventude. “Nossos jovens são ambiciosos, gostam de estudar, têm talentos múltiplos. Geralmente, brasileiros e ingleses se dão muito bem”, afirma.

"Vejo como uma experiência importantíssima para meu pai, porque ele sempre falava a respeito. Temos até hoje, todos, uma relação muito forte com a Inglaterra”
Georgiana de Moraes, filha de Vinicius de Moraes
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