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110 bolsistas do Ciência sem Fronteiras terão de voltar para o Brasil

Participantes não alcançaram nível de proficiência em inglês, mas reclamam que não tiveram o tempo prometido de estudo antes do teste

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postado em 09/04/2014 18:02 / atualizado em 10/04/2014 10:48

O Ministério da Educação (MEC) vai pedir a volta ao Brasil de pelo menos 110 bolsistas inscritos no programa Ciência Sem Fronteiras. As bolsas foram ofertadas por meio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Ensino Superior (Capes). Em nota, o órgão informou que esses alunos não alcançaram requisitos mínimos para a manutenção da bolsa, como histórico escolar e proficiência no idioma.

Por enquanto, serão 80 bolsistas do Canadá e 30 da Austrália. Tais estudantes fazem parte do grupo de 3.445 candidatos que foram selecionados para bolsas de estudos em Portugal, mas, após a suspensão do edital, foram realocados em outros países. Esses participantes fizeram curso de inglês nos países de destino e, depois, precisaram fazer um teste para avaliar o nível de domínio do idioma. Quem foi chamado a voltar não vai poder concluir o estágio no exterior.

A notícia foi recebida com revolta e apreensão por parte dos estudantes obrigados a retornar. Bolsistas alegam que o contrato da Capes pedia seis meses de estudo até o exame de proficiência em inglês e que alguns alunos foram alertados de última hora que deveriam fazer a prova sem que o período de experiência na língua fosse completado.

Luana Leite, aluna de engenharia de produção da Universidade Federal de Pelotas (UFPEL), é bolsista na Universidade de Toronto, no Canadá, e recebeu a carta de retorno ao Brasil. Ela acusa a Capes de ter antecipado a prova de proficiência para janeiro, quando o contrato previa a realização dela apenas em abril. “Quando a prova foi aplicada, em janeiro, nós estávamos iniciando apenas o segundo nível do curso de idiomas”, conta.

De acordo com Luana, o comunicado para realização da prova de proficiência do Toefl foi enviada apenas horas antes do exame. “Recebemos o email da Capes às 15h do dia 16 de janeiro para fazer o exame no dia seguinte, às 9h, obrigatoriamente”, reclama.

Os bolsistas receberam o comunicado para retorno ao Brasil no dia 28 de março. O email dizia que os estudantes “não atingiram o nível de conhecimento linguístico ou rendimento necessários para ingresso no semestre acadêmico”. Luana, no entanto, afirma que a alegação de mau desempenho é falsa. “Todos nós fomos aprovados com alto rendimento nos dois níveis de inglês cursados”, alega.

“Não puderam se preparar, foi tudo na correria. Se tivessem feito o teste no fim dos seis meses, muitos teriam passado”, afirma Suely Anunciação, representante do Conselho de Cidadãos Brasileiros de Ontario, Manitoba e Nunavut. Em Toronto, bolsistas farão ato nesta quinta-feira (10), em frente à sede da prefeitura.

Confira o comunicado enviado aos estudantes (Clique na imagem para ampliar)

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