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Documentário inspirado em tese de doutorado da Unicamp concorre indicação ao Oscar

A produção conta a história de 50 meninos que foram submetidos à escravidão no interior paulista

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postado em 14/11/2016 14:15

Reprodução
 

 

A tese de doutorado do historiador Sidney Aguilar, Educação, autoritarismo e eugenia: exploração do trabalho e violência à infância no Brasil (1930-1945), inspirou um documentário chamado Menino 23 - infâncias perdidas no Brasil, de Belisário Franca, com 81 minutos de duração. A produção agora disputa indicação ao Oscar 2017 na categoria de melhor documentário, competindo com 145 longa-metragens. O resultado será publicado em 24 de janeiro.

A pesquisa acadêmica defendida na Faculdade de Educação (FE) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) em 2011, sob orientação da professora Ediógenes Aragão, recebeu o Prêmio Capes de Teses naquele ano. Ao estudar a época do Estado Novo, nas décadas de 1930 e de 1940, o autor conheceu a história de 50 meninos (com idades entre 9 e 11 anos, na maioria negros), que foram retirados de um orfanato do Rio de Janeiro e encaminhados a uma fazenda no interior paulista.

Lá eles foram submetidos a trabalho escravo nas plantações, sem salário e com castigos físicos e psicológicos. A partir disso, Sidney chegou a dois sobreviventes da exploração: Aloísio Silva (o “menino 23”) e Argemiro dos Santos (o "Dois"). Eles eram chamados por números e, no documentário, falam sobre essa experiência em primeira mão. Os garotos que foram trabalhar na fazenda permaneceram por lá quase 10 anos.

Menino 23 teve pré-estreia mundial em junho na Mostra Competitiva Ibero-Americana de Longas-Metragens do 26º Cine Ceará, em Fortaleza. Também foi selecionado para o Festival Encounters, na África. É uma produção da empresa Giros. A coprodução é da Globo Filmes, Globo News e Canal Brasil, com patrocínio do BNDES. A distribuição é da Elo Company.

 


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