Estudantes do DF serão premiados por desempenho em Olimpíada de Matemática

Olimpíada de Matemática do Distrito Federal contou com mais de 14 mil inscritos e premiará os melhores, desde o 6º ano do ensino fundamental até o ensino médio

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postado em 05/12/2017 21:05 / atualizado em 07/12/2017 21:01

Arquivo pessoal
Nessa quinta-feira (7), às 14h, 180 alunos serão laureados em cerimônia de premiação da I Olimpíada de Matemática do Distrito Federal (OMDF). No evento, que ocorrerá no auditório do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), haverá entrega de medalhas a 90 alunos de escolas públicas e 90 de escolas particulares. 

A OMDF contou com 14.242 participantes desde a primeira fase, no mês de junho. Deste total,  apenas 664 se classificaram à segunda fase da competição. Os melhores alunos receberão as medalhas de ouro, prata e bronze por seu desempenho na segunda etapa, feita em agosto. 

A prova foi organizada de acordo com três níveis pré-estabelecidos: nível 1 (para alunos dos 6º e 7º anos do ensino fundamental), nível 2 (para estudantes dos 8º e 9º anos do ensino fundamental) e nível 3 (para alunos do 1º ao 3º ano do ensino médio).

Dedicação desde os primeiros níveis

Gabriel Leonardo Ferreira, 12 anos, cursa o 7º ano do ensino fundamental no colégio Leonardo Da Vinci. Na primeira fase da olimpíada, chegou perto da nota máxima – 17 de total de 20 – e passou à segunda etapa confiante. “Me preparei bem, fazendo muitos exercícios de olimpíadas anteriores e assistindo videoaulas. Gosto muito de matemática”, conta ele, que sonha desde agora em cursar engenharia. “Tenho facilidade em resolver as questões com raciocínio lógico. Em eventos como a olimpíada, sou forçado a aprender mais, para além do que vejo na sala de aula.”

Matheus Henrique de Souza, 14, também enxerga na olimpíada um modo de ir além. “Nela, são  abordados conteúdos que raramente eu veria em sala de aula. Na prática, ela me faz buscar respostas para problemas mais complexos”, afirma o estudante do 9º ano do Centro de Ensino Fundamental Santos Dumont em Santa Maria. 

O gosto pela matemática veio de berço. Aluno aplicado, Matheus conta que, desde criança, via o pai, Gleison de Souza Silva, trabalhar com vendas e ficava fascinado. “Desde pequeno, ele queria saber como eu chegava nos resultados dos cálculos”, afirma o pai, hoje conselheiro tutelar em Santa Maria. O gosto pelos números é tanto que Gleison, após 30 anos longe dos estudos, se formou em  licenciatura em matemática. “A mãe também é professora, mas de português. Por isso, o Matheus cresceu nesse ambiente, em que os estudos são valorizados.”

Todo o esforço é recompensado 

Aluno do Centro de Ensino Médio 04 de Ceilândia, Alberto Tavares, 18, estava se preparando para a Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP) e decidiu participar da competição local por recomendação do professor. “Soube da OMDF pelo professor, que me recomendou que competisse como preparação. Ele me passou a matéria para eu estudar e disse que qualquer dúvida eu poderia entrar em contato com ele”, diz. 
 
O jovem pretende cursar algo na área das ciências exatas, provavelmente ciências da computação, e afirma que, mais do que o benefício profissional no futuro, a experiência vale como aprendizado e preparação para as oportunidades seguintes. “Senti que meus esforços valeram a pena”, conta o ganhador da medalha de ouro no nível 3”, acrescenta.

Acompanhar os participantes é uma tarefa nobre, porque excede o ambiente da sala de aula e, por isso, a OMDF premiará as duas professoras das escolas campeãs: Alessandra Lisboa da Silva (CEM 09 de Ceilândia) e Janaína Alexandre (Colégio Militar de Brasília).

Foco desde o ensino fundamental 

Os estudos específicos para a OBMEP no colégio onde estuda, o Pódion, foram determinantes para que Danilo Marinho, 17, aluno do 3º ano do ensino médio, conquistasse a medalha dourada. “Sempre estudei para a OBMEP, desde o ensino fundamental existe uma preparação no colégio para ela. Além disso, estudei por conta própria”. 

Danilo, que quer ser engenheiro da computação, enxerga o resultado como “um diferencial no currículo”. “É uma experiência a mais para desenvolver a capacidade de resolver problemas mais complexos, até mesmo participar de competições a nível internacional”, complementa. 
 
 
 
*Estagiário sob supervisão de Ana Sá.