SIGA O
Correio Braziliense

Oferecido por

Faltam

Contribuinte pode prestar contas sem baixar o programa do IR na web

Os aplicativos necessários para o envio do m-IRPF já estão disponíveis nas lojas Google Play, para aparelhos com sistemas Android, e App Store, para os que rodam iOS

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.

postado em 29/03/2015 07:40 / atualizado em 28/03/2015 19:52

Nívea Ribeiro / , Alessandra Azevedo

Andre Violatti/Esp. CB/D.A Press

Há alguns anos a tecnologia passou a ser uma aliada da Receita Federal para facilitar tanto a fiscalização quanto a prestação de contas dos contribuintes do país. Este ano, além de a declaração do Imposto de Renda poder ser preenchida e enviada por meio de tablets e smartphones (m-IRPF), há a possibilidade de atender às exigências do Leão diretamente no site do Fisco, sem necessidade de download do programa gerador.

Os aplicativos necessários para o envio do m-IRPF já estão disponíveis nas lojas Google Play, para aparelhos com sistemas Android, e App Store, para os que rodam iOS. “Todos os anos, a Receita faz um esforço para facilitar o preenchimento da declaração de Imposto de Renda”, afirma o subsecretário de Arrecadação e Atendimento, Carlos Roberto Occaso.

Entretanto, a declaração on-line, grande novidade de 2015, é restrita àqueles que têm certificado digital ou e-CPF, um documento oferecido por agências certificadoras escolhidas pelo Fisco. O e-CPF custa cerca de R$ 150 ao ano e promete não apenas facilitar o preenchimento do IR, mas também minimizar a possibilidade de erros por meio da declaração pré-preenchida.

Ao inserir o documento na declaração, os informes atualizados de fontes pagadoras, rendas relacionadas a imóveis e gastos com saúde serão importados automaticamente. Assim, os dados das declarações de Imposto de Renda Retido na Fonte (Dirf), de Serviços Médicos (Dmed) e a de Informações sobre Atividades Imobiliárias (Dimob) que o contribuinte envia são os mesmos que a Receita recebe das empresas, e a chance de que ele caia na malha fina fica reduzida.

“A inserção automática da Dmed é um grande avanço, porque muitas vezes as pessoas perdem as notas fiscais emitidas pelos médicos, inserem as despesas que tiveram com saúde mesmo assim e acabam tendo problemas. Para o próximo ano, espero que o Fisco possibilite ainda que a declaração pré-preenchida traga os dados relacionados a gastos com educação, facilitando ainda mais o processo”, afirma o especialista Francisco Arrighi, da Fradema Consultores Tributários. No ano passado, cerca de 30 mil contribuintes fizeram a declaração utilizando o e-CPF, e a Receita acredita que, em 2015, o número seja maior, já que estima que 2 milhões possuem a certificação.

Segurança
Outra inovação deste ano é a possibilidade de salvar a declaração no sistema da Receita, na internet, e continuar o preenchimento por meio de outra plataforma. O contribuinte pode, por exemplo, começar a prestar contas no telefone celular, salvar em nuvem e terminar o processo em casa, no computador pessoal. Quem adotou a ideia foi o auditor de Controle Interno Edilson Vasconcelos, 58 anos, que faz a declaração de toda a família. Para dar conta do recado, este ano ele está usando, além do computador, o aplicativo para tablet. Elea acha uma grande vantagem poder começar a declaração no computador e terminar no dispositivo móvel, em qualquer lugar. “É prático, não preciso estar em casa para fazer”, acredita.

Além disso, todos os que se cadastrarem no site do Fisco poderão receber notificações e acompanhar o estado da declaração pelo smartphone.
 
Limites
Apesar de estarem acessíveis para quem possui aparelhos com sistema Android ou iOS, os aplicativos do m-IRPF não podem ser usados por todos os contribuintes. Quem teve ganhos de capital provenientes de bolsas de valores, venda de imóveis e alienação em geral só pode fazer a declaração pelo computador. Doações, rendas rurais ou vindas do exterior e rendimentos de soma superior a R$ 10 milhões também não podem ser declarados por dispositivos móveis.

O contribuinte que desejar corrigir uma informação deve importar a declaração para o computador, baixar o programa do IR no site da Receita e retificar os dados errados, pois as retificações não são permitidas em tablets ou smartphones. Além disso, não é possível imprimir a declaração enviada por meio desses dispositivos. Usuários de iOS devem salvar o documento depois de enviar, porque o sistema não salva automaticamente.

Fique atento, pois a Receita, desde 2014, não aceita mais a entrega por meio de disquetes na Caixa ou no Banco do Brasil.
Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal;
a responsabilidade é do autor da mensagem.