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Néstor Kirchner deve ter alta médica por volta do meio-dia

Agência Brasil

Publicação: 10/02/2010 10:57 Atualização:

Hospitalizado desde o último domingo (7/02), o ex-presidente da Argentina e deputado federal Néstor Kirchner, marido da presidente Cristina Kirchner, deve ter alta hoje (10) por volta do meio-dia. Ele está internado em uma clínica particular, o Sanatório de Los Arcos, em Buenos Aires. Kirchner foi submetido a uma cirurgia para retirar um bloqueio na carótida direita.

Ontem (9) o secretário nacional de Comunicação, Alfredo Scoccimarro, informou que o ex-presidente passa bem e que jantou na companhia da mulher. Segundo ele, a alta médica estava prevista para hoje às 11h30 - horário de Buenos Aires.

De acordo com a agência oficial de notícias da Argentina, a Telam, a presidente Cristina Kirchner afirmou ter orgulho não só do homem que é seu marido, mas também do "líder militante" que ele representa. Para ela, o ex-presidente "inaugurou um novo sistema político na Argentina".

"Em uma Argentina que sempre viu entre quatro paredes os presidentes que tomavam decisões impostas de fora", disse Cristina. "[Néstor Kirchner] não só construiu uma Argentina diferente no trabalho, na segurança social, mas principalmente no campo da autoridade política, do poder político", acrescentou.

Durante a internação de Kirchner, manifestantes favoráveis ao governo acompanharam do lado de fora da clínica as informações sobre o estado de saúde do ex-presidente. Com bandeiras e palavras de motivação, os peronistas aguardam detalhes sobre a internação dele.

Para analistas políticos argentinos e estrangeiros, Kirchner é o político mais influente nas decisões do governo de sua mulher. Nos últimos dias, ele foi acusado pelo ex-presidente do Banco Central, Martín Redrado, de ter se aproveitado da desvalorização do peso durante a crise internacional em 2008 para adquirir US$ 2 milhões.

O governo de Cristina Kirchner passa por um momento de tensão política. Por cerca de um mês, a presidente teve divergências com Redrado, que pediu demissão do cargo, mas antes fez críticas e motivou uma série de reações no Congresso Nacional argentino, cuja maioria é da oposição.

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