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Mais um ministro renúncia na Venezuela supostamente por discordar de Chávez

Agência Brasil

Publicação: 11/02/2010 14:25 Atualização:

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, se viu obrigado a designar um novo ministro da Saúde, depois da renúncia do titular da pasta, Carlos Rotondaro. Chávez escolheu para comandar a Saúde no país, Luis Reyes Reyes, que atuava como ministro do Gabinete Presidencial. Em menos de um mês, o governo Chávez sofreu quatro baixas - do vice-presidente da República que acumulava o Ministério da Defesa passando pelo presidente do Banco Central e pela ministra do Meio Ambiente e o titular da Saúde.

Oficialmente, a saída de Rotondaro é atribuída a problemas de saúde. Mas, assessores próximos ao ex-ministro afirmam que ele discordava da ingerência de profissionais cubanos nas políticas públicas de saúde na Venezuela.

No entanto, Chávez evitou polemizar a saída de Rotondaro ao optar por elogios ao trabalho do antigo assessor. "[Rotondaro] tem feito um grande trabalho, um grande esforço do Ministério da Saúde que não é fácil e ele elevou para melhor", afirmou o presidente, segundo a Agência Bolivariana de Notícias (ABN) - imprensa oficial da Venezuela.

Rotondaro retornou à função que desempenhava antes de assumir o ministério de diretor do Instituto Venezuelano de Seguros Sociais (IVSS).

No final do mês passado, o vice-presidente da República, que também era ministro da Defesa, general Ramón Carrizález e sua mulher, a ministra do Meio Ambiente, Yubirí Ortega, renunciaram aos cargos sob a alegação de questões "estritamente pessoais".

Em seguida, foi a vez do presidente do Banco Central venezuelano, Eugenio Vazques Orellana. De acordo com observadores estrangeiros, que acompanham o cenário político venezuelano, todos entregaram os cargos por divergências com o presidente Chávez.

As renúncias dos assessores diretos de Chávez levantaram suspeitas sobre ameaças de desestabilização do governo. Mas em cerimônia pública, realizada ontem (10) no Palácio Miraflores (sede oficial do governo da Venezuela), Chávez negou riscos na sua gestão. Segundo ele, haveria uma campanha interna e externa na tentativa de tumultuar sua gestão.


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