A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, chegou ontem à tarde ao Brasil, disposta a endurecer o discurso, mas sem perder a ternura. Depois de passar por Santiago e prestar solidariedade ao Chile, Hillary se encontra hoje com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com o chanceler Celso Amorim para tratar sobre os principais assuntos da agenda bilateral, além de temas internacionais - especialmente o Irã, que receberá em maio a visita do presidente Lula. A secretária de Estado também deve preparar, ainda para este ano, a visita do presidente Barack Obama, ocasião em que os dois países pretendem assinar um acordo de cooperação comercial.
Segundo o Departamento de Estado, o programa nuclear iraniano será uma das questões mais importantes nas conversas. O Brasil ocupa atualmente um assento não permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas, e os EUA tentam convencer o governo a apoiar a ampliação das sanções ao regime islâmico. "As relações entre Irã e Estados Unidos continuam abaladas. O governo Obama até agora conseguiu muito pouca abertura no diálogo com Teerã. Mas avançar nas sanções é muito difícil sem o apoio da China, que não parece disposta a oferecê-lo", declarou ao
Correio o historiador Kenneth Robert Maxwell, da renomada Universidade de Harvard. Para ele, falta descobrir qual será o papel do Brasil nessa disputa.
Já Miguel Tinker Salas, professor de história latino-americana do Pomona College, na Califórnia, avalia que Hillary não deverá adotar %u201Ca mesma dura retórica contra o Brasil%u201D que usou em Washington. "O discurso que ela empregou previamente foi em grande parte para consumo doméstico, para silenciar críticas", disse à reportagem. "No Brasil, ela deve usar uma linha suave, do contrário se arrisca a ofender o anfitrião e o direito soberano do Brasil a estabelecer relações internacionais com quem julga correto", destaca Tinker.
O etanol brasileiro é um dos pontos que poderiam desanuviar as conversas, mas os especialistas americanos avaliam que o discurso amenizado seria para agradar aos brasileiros. "Em muitos aspectos, a administração Bush manipulou a questão do etanol para obter ganhos políticos com o Brasil. Isso ficou evidente na resistência (posterior) em reduzir tarifas ou acabar com os subsídios governamentais ao agronegócio americano", analisa Tinker. Maxwell considera o etanol "um assunto que interessa a ambos países", mas pondera que a política doméstica continuará a desempenhar um "papel obstrucionista" dentro dos EUA.
A secretária de Estado também deve fazer novo esforço em favor da Boeing, que participa da concorrência para a venda de 36 caças ao Brasil. Ao finalizar a agenda em Brasília, Hillary fará uma rápida escala em São Paulo, onde conversará com estudantes da Universidade Zumbi dos Palmares. Em seguida, partirá para a Costa Rica, quinta escala de uma viagem que começou pelo Uruguai, seguiu para a Argentina e o Chile e terminará na Guatemala.
Esta matéria tem: (2) comentários
Autor: francisco miranda
VAI .... LULA..., VAI INDO QUE VC. VAI VER ONDE VC VAI PARAR!!!!! TAMBEM , ZE DIRCEU JA ESTÁ QUASE NA ATIVA NOVAMENTE NE? AI VOVÊ VIAJA ...VIAJA , ELE METE A MÃO NOVAMENTE NO DIN...DIN , QUANDO VC. VOLTAR VAI FALAR. "MAS EU NÃO SABIA DE NADA !!!!!!!!!. LEMBRA SE DO INICIO, EU ME LEMBRO E MITA GENTE. | Denuncie |
Autor: neide aguiar
Essa proximidade do Lula com o Irã será o último fracasso da temporada dele no poder.Que Alá socorra antes que Lula dê outro fora. | Denuncie |