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Hillary sugere que Chávez se espelhe no Brasil que ela define como um país de êxito

postado em 03/03/2010 17:22
A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, acusou, hoje (3/3), o governo do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, de promover instabilidade interna e externamente. Evitando comentar sobre as suspeitas de que Chávez apoiaria ações de grupos armados, a secretária sugeriu que o governo venezuelano se mire no Brasil e no Chile. Segundo ela, dois países que ;têm exito; e que respeitam a liberdade de expressão.

Hillary afirmou não estar ;familiarizada; com as investigações da Justiça da Espanha que informam a existência de um suposto envolvimento de apoio de Chávez com ações do grupo separatista País Organização Basco e Liberdade (ETA) e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). As ações, segundo as investigações, seriam organizadas com o objetivo de assassinar o primeiro-ministro espanhol, José Luis Zapatero.

Chávez negou as denúncias e acusou os Estados Unidos de estarem por trás das suspeitas. ;Não estou familiarizada com as questões [levantadas em investigações pela] Espanha. Mas conheço as alegações do presidente da Venezuela;, disse a secretária, ao lado do chanceler brasileiro, durante entrevista coletiva em Brasília.

;Nós [norte-americanos] não participamos de nada que possa prejudicar qualquer venezuelano. Mas nós estamos observando que está se minando pouco a pouco as liberdades na Venezuela. Esperamos que a Venezuela possa retomar a liberdade, olhar mais para o Sul [das Américas] e para modelos como Brasil e Chile, países que têm exito.;

Amorim aproveitou a afirmação de Hillary que sugeriu a Chávez que olhe mais para o ;Sul; e defendeu a integração da Venezuela no Mercosul. ;A Venezuela tem de olhar mais para o Sul por isso convidamos para integrar o Mercosul. Isso será positivo em todos os sentidos;, disse ele.

A integração da Venezuela no Mercosul foi aprovada pelo Congresso Nacional, depois de uma intensa polêmica entre governistas e oposição. O assunto agora depende de votação e aprovação no Legislativo do Paraguai. Porém, entre os paraguaios, a tendência é de rejeição à participação dos venezuelanos no bloco.

Para evitar que ocorra a rejeição à participação venezuelana no bloco, o presidente do Paraguai, Fernando Lugo, adia a votação da medida no Congresso. Não há data para isso ocorrer.

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