O presidente americano, Barack Obama, propôs nesta sexta-feira (5/3) reduzir tanto a quantidade quanto a importância das armas nucleares dos Estados Unidos, ao lembrar o aniversário de 40 anos do Tratado de Não-proliferação Nuclear (TNP).
O chefe de Estado americano manifestou, em comunicado, que seu governo modificará, na Revisão da Postura Nuclear, em andamento, "as ideias antiquadas da Guerra Fria", para poder "reduzir a quantidade e o papel que desempenham as armas nucleares em nossa estratégia de segurança nacional, embora mantendo uma dissuasão nuclear segura e eficaz".
Um alto funcionário americano havia dito anteriormente que a administração Obama planejava "uma redução drástica" do arsenal nuclear do país, que seria concluída no fim de março.
No ano passado, durante discurso em Praga, Obama propôs um mundo livre da ameaça nuclear, embora tenha reconhecido que talvez não viva para vê-lo.
"Os Estados Unidos reafirmam sua decisão de fortalecer o regime de não-proliferação para ir ao encontro dos desafios do século XXI, à medida que perseguimos nossa visão futura de um mundo livre de armas nucleares", destacou Obama no comunicado.
O presidente convocou uma cúpula de amplo espectro sobre segurança nuclear a ser realizada em abril, na capital americana. Seu governo também está em negociações com a Rússia sobre um novo tratado, o qual "reduziria significativamente nossos arsenais nucleares", declarou Obama nesta sexta-feira.
Os Estados Unidos - única nação a utilizar armas nucleares em combate - mantêm um vasto arsenal nuclear, que inclui 2.200 ogivas operacionais e 2.500 ogivas adicionais que podem ser ativadas, se necessário. Obama chamou o TNP de "pedra fundamental dos esforços mundiais para prevenir a disseminação das armas nucleares".
Seu governo participa ainda de lentas negociações diplomáticas com o Irã e a Coreia do Norte, que visam a tentar evitar que estes países desenvolvam armas nucleares. O Irã, que é signatário do TNP, alega que seu criticado programa nuclear tem fins pacíficos.
A Coreia do Norte se retirou do tratado em 2003, em um impasse com os Estados Unidos, e desde então testou duas bombas atômicas.
Esta matéria tem: (4) comentários
Autor: Francisco Vieira
Maravilha! Como será apenas uma REDUÇÃO, os EUA ao invés de poder destruir a terra vinte vezes poderá destruir apenas umas três! | Denuncie |
Autor: MaurÃcio Assis
Se essa idéia for repassada ao respectivo Órgão de interesse do Poder Executivo, agradeço! Muito simples mas pode ser positiva... se outras idéias existirem por parte de outros... Organizadamente unidos podemos mais! | Denuncie |
Autor: MaurÃcio Assis
...talvez poderá ser uma via de solução da questão! Se 1 ogiva ou 1 milhão delas em territórios Soberanos distintos, com um devido controle periódico de diminuição percentual poderiamos atigir um valor nulo de existência de armas bélicas num período pré-programado... | Denuncie |
Autor: MaurÃcio Assis
Nesse e-mail proponho uma simples ação relativa a uma negociação global no intuito da diminuição do poderio bélico nuclear, de cada país que o possui no cenário mundial, e preservação do que conhecemos como raça humana. Uma simples diminuição percentual de ogivas em período determinado... | Denuncie |