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Secretário-geral da ONU condena violência na Faixa de Gaza e pede retomada do diálogo

Agência Brasil

Publicação: 18/03/2010 17:34 Atualização: 18/03/2010 18:59

Ban Ki-moon considera inadmissível a construção de casas na área oriental de Jerusalém (ALEXANDER NATRUSKIN )
Ban Ki-moon considera inadmissível a construção de casas na área oriental de Jerusalém
Brasília – O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, condenou os atos de violência registrados nesta quinta-feira (18/3) e nos últimos dias na região da Faixa de Gaza. Segundo ele, o lançamento de um foguete, que partiu da Gaza em direção a Israel e matou um civil, e o anúncio do governo israelense sobre a construção de 1,6 mil casas na parte oriental de Jerusalém não colaboram para o diálogo.

Moon apelou para que israelenses e palestinos busquem um acordo de paz. “Esses atos de terror e violência contra civis são inaceitáveis e vão contra o direito internacional”, disse o secretário, que participa, em Moscou, da reunião Quarteto para a Paz no Médio Oriente.

Ele criticou a iniciativa do governo israelense de construir 1,6 mil casas na região de Jerusalém Oriental – alvo do agravamento das tensões entre Israel e os Estados Unidos. De acordo com Moon, deve haver um esforço dos líderes políticos de Israel e da Autoridade Nacional Palestina em busca de um acordo na região. Para ele, é inadmissível a construção de casas na área oriental de Jerusalém, que é ocupada por árabes desde 1967 e onde os palestinos esperam um dia instalar a capital de seu Estado.

Os esforços para um acordo de paz entre Israel e a Palestina foram interrompidos em dezembro de 2008. Segundo representantes dos dois lados, a situação agravou-se nos últimos dias.

O anúncio das construções na área oriental de Jerusalém provocou atritos entre Israel e os Estados Unidos. Na última terça-feira (16/3), o governo do presidente Barack Obama informou o cancelamento da visita oficial do enviado especial norte-americano para o Oriente Médio, George Mitchell, faria à região.

O cancelamento da visita de Mitchell foi confirmado pelo governo de Israel. Para analistas políticos, a iniciativa confirma o mal-estar entre Israel e os Estados Unidos.

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