Os bispos da França expressaram nesta sexta-feira (26/3) vergonha e pesar ante os atos abomináveis de pedofilia dentro da Igreja Católica, em carta dirigida ao Papa Bento XVI, ao término de sua assembleia geral realizada em Lourdes (sudoeste).
"Todos sentimos vergonha e pesar ante os atos abomináveis cometidos por alguns padres e religiosos", afirmam os bispos franceses, que, na mesma carta, defenderam o Papa contra os ataques que sofreu neste caso.
"Constatamos também que estes fatos inadmissíveis são utilizados em uma campanha para atacar o senhor e sua missão à serviço da Igreja", afirmam os prelados.
Também enviaram "uma cordial mensagem de apoio no difícil período que atravessa nossa igreja".
Os bispos manifestaram adesão às palavras do Papa "destinadas às vítimas dos crimes" e consideraram que as pessoas que cometem esses atos "desfiguram nossa Igreja".
"Mesmo que estes atos sejam resultado de um grupo muito pequeno de sacerdotes - e já é demais - os que vivem com alegria e fidelidade seu compromisso a serviço da Igreja também são afetados", afirma ainda a mensagem.
O chefe máximo dos católicos da Inglaterra e de Gales também negou que a Igreja tenha acobertado os abusos sexuais em um artigo publicado no jornal Times.
O arcebispo de Westminster, Vincent Nichols, considerou inadmissível a atitude das pessoas que abusaram sexualmente de menores. "O abuso de crianças cometidos dentro da Igreja católica romana e seu acobertamento são profundamente chocantes e totalmente inadmissíveis", afirma o prelado. "Envergonho-me do ocorrido e compreendo a ira e horror que estes casos produziram", enfatiza.
Bento XVI se encontra no centro de um escândalo ocasionado pela matéria do jornal The New York Times divulgando informações de que, nos anos 90, o então cardeal Joseph Ratzinger encobriu um padre americano suspeito de ter abusado de 200 crianças com deficiência auditiva.
O Vaticano saiu em defesa do Papa afirmando que ele só teve conhecimento dos fatos quando era tarde, quando o idoso sacerdote já estava muito doente.
Segundo o NYT, Joseph Ratzinger, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé nos anos 1990, abriu mão de iniciar os trâmites contra o padre acusado de ter abusado de quase 200 crianças surdas em uma escola do Wisconsin (norte dos Estados Unidos) entre 1950 e 1972.
Os documentos, mantidos em sigilo durante muitos anos, revelam uma correspondência de 1996 entre o padre Lawrence C. Murphy e o então cardeal Joseph Ratzinger, que presidia a Congregação para a Doutrina da Fé antes de virar Papa, afirma o Times.
Ratzinger também teria sido alertado sobre as acusações contra o padre Murphy pelo arcebispo de Wisconsin, que teria escrito duas cartas sobre a questão.
Murphy trabalhou na escola para crianças surdas e com deficiências auditivas do estado de Wisconsin entre 1950 e 1974.
Este novo caso, revelado pelo New York Times, diz respeito a julgamentos contra o arcebispo de Milwaukee, iniciados por cinco homens cujos advogados entregam ao jornal documentos referentes ao padre de Wisconsin.
Um julgamento a portas fechadas ante um tribunal eclesiástico contra o padre Murphy foi arquivado depois de uma carta redigida por ele a Ratzinger pedindo que impedisse o processo, acrescenta o jornal.
"Simplesmente quero viver o tempo que me resta na dignidade de meu sacerdócio", escreveu Murphy ao então cardeal Ratzinger. "Peço sua ajuda neste caso", prossegue o religioso americano.
Nenhuma resposta de Ratzinger figura entre esses documentos, e Murphy faleceu dois anos mais tarde, em 1998, quando ainda era padre.
Na resposta ao jornal, o porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, ressalta em um comunicado que se recorreu à Congregação pela primeira vez no fim dos anos 90, "quando já haviam transcorrido mais de duas décadas desde que os abusos foram denunciados aos dirigentes da diocese e da polícia".
Lombardi recordou que as autoridades civis americanas investigaram o padre Lawrence Murphy nos anos 70, após as acusações das vítimas, mas acabaram abandonando o processo.
Esta matéria tem: (12) comentários
Autor: anderson ramanery
Acho que deveriamos até fundar um colegio no qual coloquemos criançinhas para serem abatidos, molestados por esses seres humanos nojentos, gostaria de saber se quem defende tanto deixaria algum de seus filhos com esses padres por uma hora se quer? | Denuncie |
Autor: Francisco Vieira
Olhem os religiosos: os Padres seduzem crianças; os pastores, encondem dinheiro; os rabinos roubam gravatas; os mulçumanos explodem bombas! quer mesmo saber: acho que vou ser mesmo é ATEU! | Denuncie |
Autor: natanael martins
Não podemos criticar TODOS e/ou a igreja por causa de alguns. Em todo os lugares há pessoas que envergonham as instituições que os acolhem. | Denuncie |
Autor: cleverson jose de souza souza
o PROBLEMA NASCE DESDE A INFÂNCIA NA FAMILIA, NOS GRUPOS SOCIAIS, QUANDO O GAROTO SE ENVOLVE NO HOMOSSEXULAISMO E PROCURA REFÚGIO NOS SEMINÁRIOS PORQUE SÃO ACOLHIDOS. AÍ VIRA PADRE E DEPOIS ACONTECE ESSES ESCÂNDALOS E AÍ FICAM FRUSTRADOS, ~MAS A MADRE IGREJA CONTINUA VIVA E DE PÉ COMO HÁ 2 MIL ANOS. | Denuncie |
Autor: geovani pessoa
Uma vergonha, porém se trata de uma minoria dentro da Igreja. Não dá para ser conivente com esses canalhas. Mas a Igreja é maior, foi fundada por N.S. Jesus Cristo. | Denuncie |
Autor: EDUARDO SILVA
Pefeito comentario | Denuncie |
Autor: geovani pessoa
Porque as autoridades americanas abandonaram o processo contra o Padre? Em 1996 tal padre já estava em estado terminal, faleceu em 1998, o que poderia fazer Ratzinger. Muito mal contada esta história. Querem desesperadamente ligar o Papa a alguma coisa. | Denuncie |
Autor: Americo Dourado
Continuando: mas nem por isso o cristão-católico deve sentir sua fé estremecida; o tempo é de arrependimento, contrição e temor a Deus. A mídia desconhece o preceito de que "quem não tem pecado, atire a 1ª pedra". É penoso, mas a Igreja vencerá com Cristo pelos séculos, Amém!!! | Denuncie |
Autor: Americo Dourado
Nos anos 90, Ratzinger estava muito ocupado com a Teologia da Libertação que na A. Latina havia feito um "estrago" na vida burguesa e consumista em favor dos mais pobres e na busca da eliminação da miséria com a missão evangélica de resgatar o Homem para Deus. Assim só teve tempo de "arruinar" com LB | Denuncie |
Autor: Shirley Machado Fonseca
Todo abuso sexual de criança é abominável. Seria interessante que se esclarecesse se esses abusos, e muitos outros ocorridos no seio da igreja católica em nível mundial, foram protagonizados por padres heterossexuais ou homossexuais. | Denuncie |
Autor: neide aguiar
A Igreja católica mandava queimar, vivos, judeus, bruxos, hereges e não lhes permitia defesa. Hoje em pleno sec.XXI protege seus padres pedófilos fazendo com que a maldição da pedofilia seja espalhada pelo mundo. Tudo com a conivênciua do Papa que de tudo fica sabendo e não reage. Perdoá-lo? | Denuncie |
Autor: Cláudio Yamin Cunha
Quando um padre comete um delito tão grave como a pedofilia deve ser para sempre afastado de seu ministério! Por outro lado, não pode ser abandonado. Sua alma é preciosa para Deus. Foi para os doentes que Jesus veio até nós. Viva a Igreja! Viva o Papa! Louvado seja Deus! | Denuncie |