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Publicação: 14/06/2010 10:42 Atualização: 14/06/2010 16:53
Obama deixou Washington para uma viagem de dois dias, passando pelos estados afetados Mississipi, Alabama e Flórida.
Na primeira escala, em Gulfport (Mississipi), ele se encontrará com o chefe da guarda-costeira encarregado de coordenar as operações que tentam impedir o vazamento e recuperar o petróleo despejado, Almirante Thad Allen.
De acordo com um alto funcionário da Casa Branca, o presidente participará de "uma mesa-redonda com moradores da região" que vivem principalmente da pesca e do turismo, dois setores afetados pela catástrofe.
Obama inspecionará depois, no Alabama, um depósito de equipamentos utilizados nas operações. Na terça-feira, o presidente irá a Pensacola, área turística do oeste da Flórida, antes de embarcar em um voo de volta a Washington, onde deve pronunciar um discurso dedicado à maré negra, no Salão Oval, às 20h00 (21h00 de Brasília).
Esta visita é uma prova da disposição da Casa Branca em retomar o controle da situação. Obama quer "apresentar as etapas que virão a partir de agora para que esta crise seja superada", segundo seu principal conselheiro, David Axelrod. Ele deverá se reunir na quarta-feira, na Casa Branca, com o presidente e com o diretor da BP, Carl-Henric Svanberg e Tony Hayward.
O grupo britânico estimou nesta segunda-feira que o vazamento já custou à empresa 1,6 bilhão de dólares. A empresa sofreu pressões do governo americano para reduzir ou suspender a concessão de seus dividendos. Axelrod mencionou, também, a exigência de criação de uma conta embargada financiada pela BP para assegurar o pagamento das indenizações às vítimas.
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