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Obama contradiz Hillary e repudia comparação entre México e Colômbia

Agência France-Presse
postado em 09/09/2010 18:51
Washington - O presidente americano, Barack Obama, se recusou nesta quinta-feira (9/9) a equiparar a situação do México, que sofe a violência do narcotráfico, com a da Colômbia de 20 anos atrás, em declarações a um jornal hispânico, um dia depois da secretária de Estado, Hillary Clinton, fazer essa comparação.

"O México é uma democracia ampla e progressista, com uma economia crescente e, como consequência, não se pode comparar o que está acontecendo no México com o que aconteceu na Colômbia há 20 anos", disse Obama, ao jornal La Opinión, de Los Angeles.

[SAIBAMAIS]Ontem, Hillary Clinton havia dito que o México "se parecia cada vez mais com a Colômbia de 20 anos atrás, quando os narcotraficantes controlavam certas partes do país" e que os cartéis da droga davam "sinais de insurgência" como a utilização de carros bomba.

A comparação foi refutada pelo governo e por outros setores no México. "Há diferenças muito importantes entre o que a Colômbia enfrentou e o que o México enfrenta", disse o porta-voz presidencial em segurança nacional, Alejandro Poiré.

O vice-secretário de Estado para a América Latina, Arturo Valenzuela, tentou esclarecer ontem as palavras de Hillary, ao afirmar que não se deve confundir o fenômeno no México com a insurgência na Colômbia e que os grupos criminosos mexicanos "não querem alcançar o poder por razões políticas".

Na quinta-feira, um funcionário americano que pediu para ter a identidade preservada disse que as palavras de Hillary não buscavam "demonstrar que uma insurreição política estava em curso no México" porque "evidentemente, não é o que ocorre".

Com as declarações ontem, a encarregada da diplomacia americana buscava colocar em evidência "os desafios lançados à autoridade do governo mexicano" pelos cartéis "em algumas regiões do país", um problema "similar ao que a Colômbia viveu em sua história recente", reiterou a fonte.

O governo americano reforçou nos últimos meses a cooperação com o governo mexicano de Felipe Calderón, que trava uma intensa batalha contra os cartéis da droga, cuja violência é causa de mais de 28 mil mortos em pouco menos de quatro anos.

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