A Assembleia Geral da ONU aprovou nesta quinta-feira (9/9) uma resolução pedindo diálogo entre Sérvia e Kosovo, mas apenas depois de a Sérvia provocar uma nova disputa diplomática sobre o vizinho separatista.
A Sérvia exigiu que o presidente, primeiro-ministro e ministro das Relações Exteriores de Kosovo se retirassem da Assembleia, forçando os embaixadores de Inglaterra e França a negociarem um acordo, para que a resolução pudesse ser aprovada.
Kosovo declarou independência da Sérvia em fevereiro de 2008, depois de ficar sob administração da ONU desde a guerra de 1998-1999 promovida pelas forças sérvias contra os separatistas albaneses. A Sérvia se recusou desde então a reconhecer a separação.
A Sérvia planejava uma resolução linha dura contra Kosovo, mas a suavisou devido a pressões da União Europeia, que alertou que se oporia fortemente ao documento.
Uma nova resolução feita por UE e Sérvia não mencionou o status de Kosovo. A UE concordou em fomentar "um processo de diálogo entre as partes" para levar segurança aos Balcãs e ajudar Sérvia e Kosovo nos esforços para se unirem à União Europeia.
Os debates da assembleia duraram por duas horas e meia, quando o ministro de Relações Exteriores sérvio, Vuk Jeremic, viu o presidente de Kosovo, Fatmir Sejdiu, e o primeiro-ministro e chanceler no hall.
Jeremic disse que eles não tinham um estado soberano e, por isso, não deveriam estar presentes. O presidente da assembleia respondeu que as autoridades de Kosovo eram convidados de Inglaterra, França, Alemanha, Itália e Estados Unidos.
Jeremic destacou, ao apoiar a resolução, que a "Sérvia não reconhece e não reconhecerá a declaração unilateral de independência de Kosovo".
Ele acrescentou que espera que a resolução "ajude a criar uma atmosfera que contribua para a criação da paz entre sérvios e albaneses com base na fé no diálogo".
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