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Otan assumirá comando de operações na Líbia

Agência France-Presse
postado em 24/03/2011 16:07

Ancara - A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) assumirá o comando das operações militares da coalizão internacional na Líbia, anunciou nesta quinta-feira (24/3) o ministro turco de Relações Exteriores, Ahmet Davutoglu, depois de uma teleconferência com seus colegas de Estados Unidos, França e Grã-Bretanha.

"A coalizão formada depois do encontro em Paris deixará a missão o mais rápido possível e entregará toda a operação para a Otan, em uma só estrutura de comando", disse Davutoglu, de acordo com a agência Anatólia, em resposta a jornalistas em Ancara.

"De fato, as demandas e preocupações turcas foram atendidas", completou, indicando que este "acordo de princípios" havia sido confirmado durante uma teleconferência com os colegas dos Estados Unidos, Hillary Clinton, da França, Alain Juppé, e do Reino Unido, William Hague.

Reservas

A Turquia já manifestou fortes reservas em relação à intervenção na Líbia, com Davutoglu defendendo que não haja um comando bicéfalo.

"Queremos que esta operação (da Otan) não ultrapasse os limites estabelecidos pela resolução (1973) da ONU. Que ela seja destinada a impor um embargo às armas ou a assegurar uma assistência humanitária" aos líbios, havia declarado na quarta-feira à noite.

"Todas as operações devem ser executadas sob a tutela da ONU e sob o comando e o controle da Otan", ressaltou o ministro.

As declarações de Davutoglu foram feitas depois de o Parlamento turco ter autorizado a participação da Turquia nas operações na Líbia, com cinco navios e um submarino sob comando da Otan para assegurar o cumprimento do embargo de armas imposto ao país norte-africano.

Vários membros da Otan, entre eles Reino Unido e Itália, queriam que o comando fosse deixado com a Aliança Atlântica, mas a França defendeu que o controle político da operação fique nas mãos de uma coalizão internacional que inclua os países árabes.

Os líderes europeus iniciaram uma cúpula de dois dias em Bruxelas para superar as divergências envolvendo a campanha contra as forças do coronel Kadafi, sinal de que a controvérsia para saber quem comandará a missão poderá ser desfeita em breve.

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