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Estados Unidos estudam intervenção militar na Síria sem a aprovação da ONU

Rodrigo Craveiro - dired

Publicação: 09/02/2012 08:00 Atualização: 08/02/2012 22:59

Moradores do bairro de Baba Amr, em Homs, buscam refúgio em abrigo: explosões contínuas e franco-atiradores (Mulham Alnader/Reuters)
Moradores do bairro de Baba Amr, em Homs, buscam refúgio em abrigo: explosões contínuas e franco-atiradores

A Casa Branca determinou ao Pentágono e ao Comando Central dos Estados Unidos que façam uma “revisão preliminar interna das capacidades militares norte-americanas” para o caso de um ataque à Síria. Segundo a rede de tevê CNN, o presidente Barack Obama ainda estaria disposto a esgotar todas as vias diplomáticas para solucionar a crise, ante a inação da Organização das Nações Unidas (ONU). Uma declaração da secretária de Estado, Hillary Clinton, levantou suspeitas de que os EUA cogitam armar o Exército Livre Sírio, uma facção formada por desertores das foras de segurança do ditador Bashar Al-Assad. “Muitos sírios que estão sendo atacados por seu próprio governo começam a se defender, e é de se esperar que seja assim”, afirmou a chefe da diplomacia de Washington.

Oficialmente, o governo norte-americano nega a possibilidade e admite que estuda ampliar a assistência humanitária à população civil. A situação na Síria ruma para a guerra civil. A tevê estatal de Damasco acusou um “grupo terrorista” de ter detonado um carro-bomba em Homs (centro), matando e ferindo várias pessoas no bairro de Baba Amr. Ainda segundo a emissora do governo, em Idlib (noroeste), “um grupo armado atacou um prédio de recrutas militares”.

Um dia após se reunir com Al-Assad, o chanceler russo, Serguei Lavrov, defendeu ontem que os sírios devem decidir eles mesmos o futuro de seu governo. “Qualquer conclusão do diálogo nacional deve ser o resultado de um acordo entre os próprios sírios, aceitável para todos os sírios”, explicou. De acordo com ele, “tentar determinar o resultado do diálogo nacional não corresponde à comunidade internacional”. Rússia e China bloquearam, no último sábado, uma resolução da ONU que condenava a repressão na Síria.
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