Beirute - O exército sírio bombardeava a cidade de Homs, reduto da rebelião contra o regime do presidente Bashar al Assad, deixando 15 mortos neste domingo, elevando o número de vítimas para 84 neste fim de semana, informaram fontes locais. Um civil foi morto no reduto rebelde de Khalidiyeh, o qual, assim como outras partes da cidade, "estava sendo bombardeado desde esta manhã por forças do regime que tentam tomar o controle desses distritos", informou o Observatório Sírio de Direitos Humanos.
Um rebelde foi morto em um confronto com tropas do regime no bairro de Karm Shamsham em Homs, enquanto outro foi morto por um atirador no centro da cidade. Em entrevista à AFP via Skype, o ativista Abu Bilal disse que as tropas do regime na cidade estavam "sufocando" a rebelião. "Há bombardeios o tempo todo. Há pouca água e alimentos, e estamos ficando sem medicamentos."
Um vídeo postado no YouTube por rebeldes mostrava nuvens de fumaça saindo de edifícios na Cidade Velha, assim como o som de bombardeios e tiroteios no que parece ser uma cidade fantasma. Abu Bilal reiterou os alertas feitos pela oposição e ONGs de direitos humanos, segundo os quais as pessoas presas na cidade "serão massacradas" se as forças do regime entrarem nos bairros isolados. "Não temos leite para as crianças, nem água, nem eletricidade", disse para o operador de câmera não identificado uma mulher cuja casa foi destruída.
Leia mais notícias em MundoO Observatório informou que mais de 1.000 famílias estão presas em Homs, acrescentando que não havia atendimento médico e equipamentos. Reduto dos rebeldes, Homs tem sido alvo de frequentes ataques pelas forças do governo desde que a região de Baba Amr foi retomada pelo exército.
A violência também atingiu outras regiões da Síria, incluindo a província oriental de Deir Ezzor, onde confrontos entre tropas do regime e rebeldes mataram duas pessoas, informou o observatório. Sessenta e nove pessoas foram mortas no país no sábado - sendo 51 civis, 16 militares e dois rebeldes - de acordo com o Observatório, segundo o qual mais de 14.400 pessoas morreram em 15 meses de revoltas.
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