Jornal Correio Braziliense

Fim do mundo pode ocorrer no dia 24 de dezembro, diz pesquisador

Peten, na Guatemala, foi um dos pólos de peregrinação - Foto: Hector Retamal/AFP

O planeta Terra resistiu sem problemas ao dia 21 de dezembro de 2012, mas ainda pode ser cedo para respirar aliviado. O pesquisador Nikolai Grube, da Universidade de Bonn, na Alemanha, afirma que a previsão Maia para o apocalipse pode ter errado por alguns dias e se referir, na verdade, ao dia 24 de dezembro, véspera do natal.

Segundo Grube, que é um dos principais especialistas em civilizações mesoamericanas da Europa, o calendário da antiga civilização americana baseia-se em baktuns, unidades tempiorais que equivalem a 144 mil dias, ou 394 anos. O persquisador explica que é impossível combinar o calendário maia com o atual com exatidão, o que tornaria plausível uma margem de erro de alguns dias.

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Contudo, o pesquisador alemão ressalta que não há motivo para pânico, pois o fim do calendário maia não implica necessariamente em uma previsão de apocalipse. Entre os vários textos maias já decifrados até hoje, constam previsões para bem além do ano de 2012: “Você encontra datas de milhares ou até milhões de anos no futuro", disse Grube durante uma entrevista à emissora ABC News.

As escrituras maias são complexas e de difícil interpretação. O calendário começa há cerca de 5.125 anos, quando o mundo atual teria sido criado. Há, porém, menções a outros mundos que teriam existido anteriormente. A antiga civilização, que existiu entre os séculos IX e X também previu que existiria por milhares de anos, o que não veio a ocorrer.

A vida continua


A constatação de que o mundo não acabou na última sexta-feira, 21, frustrou gurus e pessoas crentes no apocalipse. Ruínas maias na Guatemala e no México foram procurados por multidões que buscavam refúgio. Na Europa, o fim do mundo movimentou as cidades de Bugarach, na França, e Sirince, na Turquia. No Brasil, um dos principais pontos de peregrinação foi Alto Paraíso, em Goiás.