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Coleta de dados por parte dos EUA arranha relações bilaterais Imagem dos Estados Unidos no exterior está mais desgastada, dizem especialistas

Publicação: 10/07/2013 06:11 Atualização:

Bolivianos queimam 'caixão' e máscara de Barack Obama, presidente dos EUA, durante protesto em frente à embaixada americana em La Paz» RENATA TRANCHES (David Mercado/Reuters
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Bolivianos queimam "caixão" e máscara de Barack Obama, presidente dos EUA, durante protesto em frente à embaixada americana em La Paz» RENATA TRANCHES

 

As revelações do ex-técnico da Agência Central de inteligência (CIA, pela sigla em inglês) Edward Snowden sobre programas secretos de espionagem, feitas nas últimas três semanas, aumentaram o desgaste da imagem dos Estados Unidos no exterior. A conclusão é de especialistas consultados pelo Correio, segundo os quais os vazamentos despertaram reações, desde os clássicos rivais russos, passando pelos aliados europeus e respingando nos vizinhos latino-americanos, incluindo o Brasil. Enquanto as respostas de China e Rússia foram mais comedidas, as mais enérgicas, vindas de aliados, causaram grande mal-estar. Entre Brasília e Washington, o clima aparente é o de não desestabilizar a aproximação bilateral nos meses que antecedem a visita de Estado que a presidente, Dilma Rousseff, fará à capital dos EUA, em 23 de outubro.

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As denúncias de que dados de ligações e de e-mails de brasileiros foram monitorados pelos serviços de inteligência americanos provocaram uma forte reação do governo. Além das investigações abertas, um grupo de trabalho foi criado para lidar com o caso (Leia na página 15). Mas, na avaliação de Matthew Taylor, professor da American University (Washington), apesar de não ajudar na diplomacia, o impacto maior das revelações será na sociedade brasileira, e não no governo, cuja resposta ele considerou equilibrada. “Merece destaque o fato de a administração ter agido sem os excessos que temos visto em outros países do continente em relação ao caso Snowden”, lembrou. Taylor afirma que é impossível saber se o Brasil está sendo mais firme com os norte-americanos por trás dos holofotes. “Os dois governos parecem estar procurando pôr panos quentes para não desestabilizar a aproximação diplomática em curso como preparação para a visita de Estado que Dilma fará a Washington”, disse. Fica a dúvida, segundo dele, se o episódio poderá atrapalhar um avanço mais ousado nas relações bilaterais.

 

 

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Esta matéria tem: (3) comentários

Autor: LUIZ SILVA
Não sei porque tanta surpresa. Desde os primórdios que os EUA monitora tudo que fazemos ou falamos através dos sistemas elétrico/eletrônico. Por isto que eles são a potencia do Mundo. | Denuncie |

Autor: marcos sousa
Este grupo de trabalho pode ser extinto antes mesmo de sua criação. Não vão investigar nada, se investigarem não vão poder punir ninguém e vai ficar tudo por isto mesmo. Quem foi espionadao foi (ou ainda é) e pronto, nada vai ser feito a respeito ... Bravatas sem necessidade. | Denuncie |

Autor: Delmiro Portilho
... o Brasil devia agradecer o monitoramento , porque nao tem aptidao em faze-lo diante a impunidade da violencia interna , com tentaculos externos , isto e', VAMOS APURAR, NAO OUVI, NAO VI E NAO SEI DE NADA e' o bastante para o EMBROGLIO JURIDICO brasileiro | Denuncie |

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