EUA pedem mobilização rápida de soldados africanos no Sudão do Sul

Washington pressiona há meses o presidente Salva Kiir e o ex-vice-presidente Riek Machar para que acabem com a guerra civil

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postado em 14/05/2014 14:58

France Presse

Washington - Os Estados Unidos pediram nesta quarta-feira (14/5) uma mobilização rápida de soldados africanos no Sudão do Sul, para supervisionar a aplicação de um acordo de paz assinado na semana passada entre as partes em conflito, mas que já foi violado.

Washington, que apoiou a independência do Sudão do Sul em julho de 2011, pressiona há meses o presidente Salva Kiir e seu inimigo, o ex-vice-presidente Riek Machar, para que acabem com a guerra civil iniciada em meados de dezembro.

O secretário de Estado John Kerry esteve no início de maio em Juba, onde se reuniu com o presidente Kiir e conversou por telefone com Machar. Ambos assinaram no dia 9 de maio um acordo com o objetivo de resolver a crise, mas 24 horas depois as partes foram acusadas de terem retomado os combates.

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"Eu não diria que o acordo vá fracassar", declarou a secretária de Estado conjunta para a África, Linda Thomas-Greenfield, durante uma coletiva de imprensa pela internet. "Devemos trabalhar com os líderes da região para garantir que os representantes da IGAD (Autoridade Intergovernamental para o Desenvolvimento, uma organização subregional do Leste da África) sejam capazes de supervisionar a implementação do acordo", explicou a diplomata americana.

Em sua viagem pela África Oriental no início de maio, Kerry havia garantido o apoio de Etiópia, Uganda e Quênia para a criação de uma força pan-africana, sob o comando da IGAD ou da União Africana, que seria mobilizada no Sudão do Sul após uma resolução da ONU.

O chefe da diplomacia americana havia falado na época de 2.500 soldados africanos. "Tivemos muitas negociações com os líderes para conseguirmos uma resolução da ONU para que estas tropas possam ser mobilizadas o quanto antes", disse Thomas-Greenfield.

Ela também advertiu para "a ameaça de uma crise de fome se os combates prosseguirem" e considerou que Kiir e Machar travam uma batalha política pessoal, e não um conflito étnico.
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