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Imagens de satélites provam que artilharia russa dispara contra Ucrânia

As quatro imagens, obtidas pelo gabinete do diretor de inteligência nacional e enviadas à imprensa pelo departamento de Estado, mostram setores da fronteira entre Rússia e Ucrânia

Agência France-Presse
postado em 27/07/2014 14:06
Washington - Os Estados Unidos divulgaram neste domingo (27/7) imagens de satélite que confirmam suas alegações de que a artilharia russa disparou em direção à Ucrânia, em apoio aos separatistas pró-russos.

As quatro imagens, obtidas pelo gabinete do diretor de inteligência nacional e enviadas à imprensa pelo departamento de Estado, mostram setores da fronteira entre Rússia e Ucrânia.

Em duas delas aparecem o que os Estados Unidos garantem ser baterias russas em seu território: lançadores múltiplos de foguetes e morteiros autopropulsados.

As imagens também mostram crateras provocadas por impactos perto de posições militares no lado ucraniano da fronteira.

A terceira imagem mostra o que Washington diz ser uma artilharia pesada ativada por separatistas a partir da própria Ucrânia.


"A amplitude da área de impactos perto de unidades militares ucranianas indica que foram disparados foguetes de vários pontos (...), alguns contra um povoado da zona", afirma a legenda da foto.

Moscou nega ter feito qualquer intervenção direta no conflito na Ucrânia e acusou Washington de alimentar uma campanha contra o país.

Os Estados Unidos afirmaram na quinta-feira que a Rússia havia lançado ataques a partir de seu território e que planejava entregar lança-foguetes mais pesados e poderosos aos seus aliados na Ucrânia, os rebeldes pró-russos.

Para isso, o Departamento de Estado citou informação de inteligência até divulgar no sábado as fotografias.

A Ucrânia também se queixou de que dois de seus aviões foram derrubados por mísseis disparados a partir de território russo, mas esta informação não foi confirmada pelos Estados Unidos.

Os temores dos danos que os separatistas pró-russos provocam com armas pesadas russas aumentaram fortemente depois que um avião comercial malaio foi derrubado quando voava sobre a Ucrânia com 298 pessoas a bordo.

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