Mundo

Venezuela impede ex-presidentes de Colômbia e Chile de visitar opositor

Os ex-presidentes assinalaram que, com sua presença na Venezuela, pretendem apoiar o respeito às liberdades, os direitos humanos, e a liberdade de expressão e manifestação dos venezuelanos

Agência France-Presse
postado em 25/01/2015 19:32
Sebastian Pinera (esq.) e Andres Pastrana (centro) foram impedidos de realizar visita
A Venezuela, que acusou os ex-presidentes Sebastián Piñera, do Chile, e Andrés Pastrana, da Colômbia, de realizarem uma visita ao país para apoiar grupos golpistas, negou neste domingo (25/1) permissão a ambos para visitar na prisão o líder opositor venezuelano Leopoldo López. "Infelizmente, apesar de todas as iniciativas que tivemos junto ao general Rall e ao vice-presidente, tivemos negada a possibilidade de visitar López", disse Piñera em uma rua que dá acesso ao Centro Nacional de Processados Militares.

Pastrana manifestou "grande surpresa, porque nunca imagenei que não fossem nos deixar entrar. Este é um gesto que não entendemos, não é um gesto de um democrata."

Leia mais notícias em Mundo

O ex-presidente colombiano assinalou que "o mínimo que se pode fazer em relação aos direitos humanos é que os parentes e amigos tenham acesso aos presos nos dias de visita", aos domingos. Piñera reforçou: "Nos países democráticos, os presos têm direito a receber visitas."

Os ex-presidentes estão na Venezuela para participar, nesta segunda-feira, do fórum Poder Cidadão e a Democracia de Hoje, organizado pela ex-deputada opositora María Corina Machado e o prefeito metropolitano, Antonio Ledezma.

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, havia acusado na última sexta-feira Pastrana, Piñera e o ex-presidente mexicano Felipe Calderón de "virem apoiar um grupo de extrema direita que desconhece o governo e está convocando um golpe de Estado sangrento".

Piñera respondeu a esta declaração afirmando que "não viemos fomentar nem apoiar nenhum golpe de Estado, nem somos financiados por nenhum dinheiro sujo", acrescentando: "Diria ao presidente Maduro que, se quer ser respeitado, tem que aprender a respeitar".

Os ex-presidentes assinalaram que, com sua presença na Venezuela, pretendem apoiar o respeito às liberdades, os direitos humanos, e a liberdade de expressão e manifestação dos venezuelanos.

Pastrana e Piñera estavam acompanhados de parentes de López, que também foram impedidos de realizar a visita.

Tags

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação