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Correio Braziliense

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Militantes venezuelanos iniciam coleta de 4 mi de assinaturas para votação

Confiante em que pode superar o número exigido, a MUD quer fazer da coleta das firmas, nas duas próximas semanas, uma espécie de votação antecipada pelo afastamento do presidente

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postado em 13/10/2016 06:00

A oposição ao governo chavista da Venezuela iniciou ontem a mobilização para recolher cerca de 4 milhões de assinaturas (20% do eleitorado registrado em nível nacional) necessárias para a convocação de um referendo sobre a revogação do mandato do presidente Nicolás Maduro. Convocados pela coalizão opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD), ativistas se reuniram nos 1.356 pontos de coleta de firmas designados pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE). Confiante em que pode superar o número exigido, a MUD quer fazer da coleta das firmas, nas duas próximas semanas, uma espécie de votação antecipada pelo afastamento do presidente.

“Estamos nos organizando porque temos de alcançar mais de 20%”, disse à agência de notícias France-Presse o advogado Ismael Dacorte, 51 anos, no colégio La Consolación, um dos pontos de concentração na capital. “O governo está fazendo de tudo para impedir isso. Se conseguirmos 7 ou 8 milhões, estaremos dizendo a Maduro que queremos a mudança imediata. Assim, seria evitado um maior dano ao país.”

A MUD protesta contra a decisão do CNE sobre os procedimentos para a convocação do referendo. Segundo os prazos previstos, a votação não será convocada antes de 10 de janeiro de 2017. Com isso, ainda que seja aprovada a destituição de Maduro, não serão convocadas eleições antecipadas. Em vez disso, o vice, o chavista Jorge Arreaza, completará o mandato, que se encerra em 2019.

De acordo com o CNE, a votação deve ser feita entre fevereiro e março, mas a oposição insiste em que ela seja convocada ainda para este ano. Para que o mandato do presidente seja revogado, não basta que vote por ela a maioria dos eleitores que comparecerem ao referendo. É preciso que o “não” consiga mais votos do que os 7,5 milhões de votos obtidos por Maduro em abril de 2013.

“Dentro de duas semanas, seremos milhões de venezuelanos que vamos exigir esse caminho constitucional para mudar o governo”, disse o governador de Miranda, Henrique Capriles, um dos principais líderes da oposição. “Revogar (o mandato de) Maduro é revogar a crise”, declarou Capriles, que enfrentou o presidente chavista nas urnas, há três anos. Capriles foi derrotado por uma diferença inferior a 1% dos votos válidos.

Confrontos

Em resposta à mobilização da MUD, o chavismo convocou os simpatizantes para uma manifestação na Praça Venezuela, em Caracas, onde os militantes aguardavam no início da noite a possível participação do presidente. “Viemos apoiar a revolução e Maduro, ainda que existam adversidades. Dando as costas a ele, não vamos solucionar nada”, afirmou Darwin Arroyo, um jovem que caminhava em direção à manifestação.

 

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