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Furacão Matthew: denunciados ataques a comboios humanitários no Haiti

"Infelizmente, há pessoas que tentam tirar vantagem desse esforço humanitário e temos perdido quantidades de alimentos por conta de roubos", disse Carlos Veloso, diretor do PMA, uma agência da ONU

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postado em 13/10/2016 22:36

France Presse

O diretor do Programa Mundial de Alimentos (PMA) no Haiti denunciou nesta quinta-feira (13/10) ataques contra comboios humanitários e a lentidão da chegada de ajuda para as vítimas do furacão Matthew, que devastou o sul do país na semana passada.

"Infelizmente, há pessoas que tentam tirar vantagem desse esforço humanitário e temos perdido quantidades de alimentos por conta de roubos", disse nesta quinta-feira à AFP Carlos Veloso, diretor do PMA, uma agência da ONU.

"Isso atrasará todo nosso esforço de levar alimentos para a população, ou de outra forma, deveremos tomar medidas muito caras como [usar] helicópteros e não poderemos transportar as mesmas quantidades aos mesmos lugares", lamentou.

Uma semana depois da passagem do devastador furacão sobre o Haiti, a cólera atingiu os habitantes de áreas isoladas: muitos comboios humanitários foram bloqueados por barricadas e, em alguns casos, roubados na rota nacional que atravessa a ilha sul.

 

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O fracasso da gestão após o terremoto em 2010, onde somente uma fração da ajuda foi recebida pelas vítimas, permanece na memória e as famílias afetadas pelo furacão temem ser esquecidas.

"Compreendo o desespero das pessoas, mas elas devem nos ajudar: devem deixar a assistência passar", pediu Veloso. "Há lugares que vão receber agora e outros em uma segunda fase, mas devemos fazer isso de uma forma organizada porque não podemos chegar a todos os locais ao mesmo tempo", afirmou.

De acordo com estimativas parciais do PMA, mais de 750.000 pessoas necessitavam de ajuda alimentar de emergência.

Desde a semana passada, mais de 700 toneladas de alimentos foram transportadas pelo PMA ao departamento (estado) sul de Grand-Anse, incluindo 192 toneladas que já foram distribuídas a 23.000 pessoas. Relatórios locais indicavam que antes da passagem do furacão 3,2 milhões de habitantes estavam em situação de insegurança alimentar.

Serão necessários 45 milhões de dólares para garantir a resposta alimentícia de urgência para as 750.000 mais atingidas e seis milhões de dólares adicionais para financiar a logística dessa ajuda.

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