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Ataques e saques a comboios humanitários no Haiti preocupam a ONU

Parte da população está em estado de raiva. Várias caravanas foram bloqueadas por barricadas e, em alguns casos, saqueadas na rota nacional que conduz a península do sul, região mais afetada pelo furacão Matthew

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postado em 16/10/2016 16:39

France Presse

A Organização das Nações Unidas (ONU) expressou preocupação neste domingo (16/10) pela proliferação de incidentes e ataques que impedem a distribuição de ajuda de emergência às pessoas atingidas pelo furacão Matthew, que devastou o Haiti na semana passada.

"Esta é evidentemente uma preocupação para a coordenação e o envio da ajuda", disse o coordenador de ajuda humanitária no Haiti, Mourad Wahba. "Mas não se precisa apenas de uma resposta de segurança", afirmou, se referindo sobre a necessidade também de uma resposta humanitária. "As pessoas têm fome, e é preciso conseguir abrir as vias para ajudá-las", insistiu.

Quase duas semanas depois da passagem do furacão, muitos habitantes de zonas isolados têm sido tomados pela raiva: vários comboios humanitários foram bloqueados por barricadas e, em alguns casos, saqueados na rota nacional que conduz a península do sul, a mais afetada por Matthew.

O sábado um caminhão fretado pelo Programa Mundial de Alimentos da ONU foi saqueado frente à entrada da base da ONU na cidade de Les Cayes, uma das mais atingidas pelo poderoso furacão, que atingiu ventos de 230 km/h quando chegou ao Haiti em 4 de outubro. Os capacetes azuis senegaleses usaram granadas de gases lacrimogêneos contra as pessoas que saqueavam o caminhão, os que responderam jogando pedras, informou o responsável da ONU.

Este ataque foi perpetrado pouco antes de o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, ter chegado de helicóptero na base dos casos azuis da ONU em Les Cayes. "Todo ataque contra um comboio humanitário é um ataque contra os que sofrem, contra os mais necessitados", disse Ban em sua volta a Porto Príncipe, depois de contar que ele tinha sido testemunha do ataque.

Sem acesso seguro a alimentos nem água, mais de 175.000 danificados continuam refugiados em albergues provisórios e preocupados por seu futuro.

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