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Clinton e Trump preparam armas antes do último debate

Três semanas antes da votação, o debate representa a última oportunidade do republicano Trump de manter viva sua esperança de chegar à Casa Branca

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postado em 18/10/2016 19:42

France Presse


Washington, Estados Unidos
- Hillary Clinton e Donald Trump se dedicavam nesta terça à preparação do debate que na quarta-feira encerrará o ciclo de três confrontos na TV entre os dois candidatos à presidência dos Estados Unidos, quando as pesquisas apontam uma clara vantagem para a ex-secretária de Estado.

Três semanas antes da votação, o debate representa a última oportunidade do republicano Trump de manter viva sua esperança de chegar à Casa Branca.

No debate, Clinton e Trump deverão discutir uma agenda que inclui temas como imigração, economia e a nomeação de um juiz da Suprema Corte de Justiça.

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Os dois debates anteriores também tinham assuntos pré-determinados, mas isto não impediu que se convertessem em festivais de acusações de todo o calibre, cenário que poderá se repetir amanhã, na Universidade de Nevada, em Las Vegas.

Os dois candidatos chegam ao debate mergulhados em polêmica: Trump denuncia a falta de lisura nas eleições e Hillary segue acossada pelo caso dos e-mails oficiais que circularam por seu servidor privado quando era secretária de Estado.

- Ataque e contra-ataque -


Trump, que passou a semana sendo alvo de gravações nas quais se gabava de beijar e tocar mulheres sem seu consentimento, contra-atacou nos últimos dias denunciando uma fraude eleitoral e acusando a imprensa de ser parte de um esquema para garantir a vitória de Hillary Clinton.

O candidato republicano não apresentou qualquer prova de suas acusações de fraude, mas uma pesquisa realizada pelo Politico y Morning Consult revela que 43% dos eleitores acreditam que Trump pode estar sendo vítima de armação.

Entre os potenciais eleitores do polêmico magnata, este percentual se eleva a 71%, segundo a mesma pesquisa.

Em um comício em Colorado Springs (Colorado), Trump amenizou as acusações, mas afirmou que "um sistema manipulado de doações que concede centenas de milhões de dólares à Hillary é um sistema ruim".

Nesta terça-feira, o presidente Barack Obama rebateu a denúncia de fraude e disse que trata-se de um gesto "irresponsável, que não revela o tipo de liderança e firmeza que se espera de um presidente".

"A democracia, por definição, funciona com acordos e não com a força. Jamais vi na história política moderna um candidato buscando desacreditar o processo eleitoral antes de que a votação ocorra", criticou Obama.

- E-mails de Clinton -

Nos últimos dias, enquanto Trump buscava apagar o incêndio das denúncias sobre seu comportamento abusivo com as mulheres no passado, Clinton decidiu se manter afastada da polêmica.

Mas a ex-secretária de Estado voltou a ser alvo após a divulgação na segunda-feira, pelo FBI, de documentos que indicam que um alto funcionário do departamento de Estado pressionou em 2015 o Bureau Federal de Investigações para que reduzisse o nível de segredo de uma mensagem confidencial de Hillary Clinton.

O departamento de Estado analisava então milhares de e-mails encontrados no servidor privado de Hilary Clinton com o objetivo de publicá-los em um site do governo.

Neste procedimento, os e-mails foram classificados como confidenciais ou secretos, e seu nível de classificação tinha influência sobre a responsabilidade de Clinton em tratar tais informações em seu servidor pessoal.

O FBI investigou e concluiu, em julho passado, que acusações penais não cabiam no caso, mas o diretor da agência, James Comey, avaliou que a então secretária de Estado agiu com "extrema negligência".

Para o general da reserva Michael Flynn, assessor de Trump, o caso dos e-mails "proporcionam uma prova indiscutível de que Hillary Clinton buscou a cumplicidade do FBI, do departamento de Justiça e do departamento de Estado para encobrir atividades criminosas".

Milhares de e-mails de John Podesta, um assessor de Clinton, revelados pelo site WikiLeaks também mostram dados incômodos sobre a relação da candidata com os Bancos e Wall Street.

Em média, as pesquisas apontam uma vantagem de sete pontos para Clinton (45,9% contra 39%) em nível nacional, mas Trump lidera por pequena margem em Ohio, Geórgia, Iowa e Arizona.

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