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Argentina avança na lei de paridade de gênero em reforma eleitoral

O projeto estabelece que as listas com as candidaturas ao Congresso deverão ser integradas de maneira intercalada com um candidato de cada sexo

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postado em 20/10/2016 11:58

France Presse

Buenos Aires, Argentina - A Câmara dos Deputados aprovou na madrugada desta quinta-feira (20/10) uma reforma eleitoral que introduz o sistema de votação eletrônica e instaura a paridade de gênero com o objetivo de ampliar pata até 50% a representação feminina, em um país abalado pela violência contra as mulheres.

A reforma passou ao Senado e foi debatida na quarta-feira, com congressistas vestidas de preto, em referência ao slogan que inspirou uma enorme manifestação convocada pelo grupo #NiUnaMenos após o brutal assassinato da adolescente Lucía Pérez em 8 de outubro. Com 152 votos a favor, 75 contra e 3 abstenções, a iniciativa foi apoiada pelo governismo de centro-direita, pela Frente Renovadora (peronistas de centro-direita), pelo Bloco Justicialista (peronistas de centro) e por outras bancadas menores.

O projeto estabelece que as listas com as candidaturas ao Congresso deverão ser integradas de maneira intercalada com um candidato de cada sexo. O presidente provisório do Senado, Federico Pinedo, indicou que "o mais desejável é que a Reforma Eleitoral seja sancionada tal como vem da Câmara Baixa", embora tenha votado contra o projeto de paridade de gênero ao considerar que "deveria deixar espaço às pessoas que representam os interesses do povo, para além de seu sexo".

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Um dos aspectos que despertou mais polêmicas antes desta votação é a substituição da cédula de papel por um sistema de votação eletrônica, que no caso argentino já funciona em Buenos Aires e na província de Salta (norte). Os integrantes do bloco kirchnerista Frente para a Vitória (FPV) são os mais críticos ao sistema eletrônico e insistem que a cédula de papel seja mantida.

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