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Fotos confirmam destruição de módulo que tentou pousar em Marte após queda

Esta é a segunda vez que o continente europeu fracassa em uma missão do tipo

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postado em 22/10/2016 08:00

Nasa/JPL-Caltech/MSSS


Não foi uma simples falha dos aparelhos de comunicação. O módulo Schiaparelli, que tentou pousar em Marte na última quarta-feira, deixou de enviar sinais para a Terra porque colidiu contra o planeta, depois de desativar seus propulsores de descida antes da hora programada. Dessa forma, a Agência Espacial Europeia (ESA) mais uma vez fracassa em colocar no solo marciano um equipamento científico intacto, algo só realizado até hoje pela Nasa, dos Estados Unidos.

A outra vez que a ESA tentou um feito semelhante foi em 2003, com o laboratório-robô britânico Beagle 2. O equipamento desapareceu sem deixar rastro após se separar da sua nave, a Mars Express. Só em 2015, imagens de satélite mostraram que o equipamento chegou ao solo marciano, porém danificado, como aconteceu agora com o Schiaparelli.

A confirmação de que a chegada do equipamento não ocorreu como planejado veio de imagens colhidas pela sonda norte-americana Mars Reconnaissance Orbiter (MRO), que, desde 2006, vasculha a superfície marciana. O equipamento da Nasa fez uma imagem do local de chegada do Schiaparelli, e os cientistas puderam, ao compará-la com fotografias antigas da área, perceber marcas que são compatíveis com a queda do módulo.

É possível ver uma mancha escura e difusa com dimensões aproximadas de 15mx40m. “Isso é interpretado como decorrente do impacto do módulo Schiaparelli após uma queda livre muito mais longa que a planejada, depois de os propulsores terem sido desligados prematuramente”, afirmou, por meio de um comunicado, a Agência Espacial Europeia (ESA), responsável pela missão, realizada em parceria com a agência russa Roscosmos.

A análise inicial dos dados permitiu estimar que a Schiaparelli caiu de uma altura entre 2km e 4km, atingindo o solo a uma velocidade superior a 300km/h. É possível também que o módulo tenha explodido com o choque, uma vez que o tanque dos propulsores ainda deveriam estar cheios de combustível. A MRO também identificou uma marca mais clara, que pode ser associada ao paraquedas de 12m de diâmetro utilizado para frear o módulo.

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