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Maduro convoca Conselho de Defesa e poderes públicos ante golpe parlamentar

O "golpe parlamentar" foi um julgamento político aprovado contra ele nesta terça-feira (25/10)

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postado em 25/10/2016 18:19 / atualizado em 25/10/2016 19:34

France Presse

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, convocou às mais elevadas autoridades de defesa e dos poderes públicos para avaliar "o golpe parlamentar" da oposição, que aprovou um julgamento político contra ele.


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"No uso das minhas atribuições", disse Maduro nesta terça-feira, "convoquei para amanhã (quarta-feira) às 11 da manhã (13H00 de Brasília) ao Conselho de Defesa da Nação, a todos os poderes públicos para avaliar o golpe parlamentar da Assembleia Nacional", assegurou Maduro, durante ato com seus simpatizantes.

 

"E também convoquei, sem falta - não pode faltar - o deputado Henry Ramos Allup (presidente do Parlamento). Vou esperar aqui e vou dizer: vamos falar, vamos dialogar, chega de tanta mentira, tanto engano, tanta aventura", enfatizou o chefe de Estado, enquanto seus simpatizantes pediam em coro a dissolução da Assembleia Nacional.

"Vou dar a última oportunidade a Ramos Allup para que entre pelo aro constitucional (submeta-se à Constituição)", disse Maduro.

A Assembleia Nacional aprovou nesta terça-feira o início de um procedimento contra Maduro e determinou que uma comissão prepare um estudo "sobre a responsabilidade" penal e política e o "abandono do cargo", uma figura prevista na Constituição quando o presidente deixa de exercer suas atribuições.

Qualificando-o de "julgamento político", embora não esteja previsto na Carta Magna, os deputados também acordaram convocar Maduro a depor na sessão da próxima terça-feira para que "se submeta ao escrutínio do povo" e responda às acusações.

Estas decisões do Parlamento ocorrem um dia depois de os principais líderes da oposição desmentirem o início de um diálogo entre o governo e a oposição com a intermediação do Vaticano no próximo domingo na ilha Margarita (norte).

Ao se referir a este impasse, Maduro exclamou: "Qual é a alternativa ao diálogo, a guerra? Qual é a alternativa à convivência? O ódio e a intolerância? Para nós, o diálogo não tem alternativa".

Maduro prometeu ir pessoalmente à Ilha Margarita participar do lançamento dos diálogos no domingo.

"Vou continuar insistindo no diálogo e eu mesmo vou à mesa dialogar com todos os atores que estiverem ali", afirmou, rodeado por seus simpatizantes durante o ato em Caracas.

Embora delegados do governo e da oposição terem ensaiado algumas aproximações para o eventual início do diálogo, até agora, não houve resultados concretos.

A exasperação política na Venezuela está em seu ponto mais alto, depois da suspensão, na semana passada, do processo de referendo revogatório do mandato de Maduro, que a oposição impulsionava.

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