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Debate organizado pelo Correio traça perfil dos eleitores norte-americanos

Representantes dos candidatos à Casa Branca, Hillary Clinton e Donald Trump, concordam em um ponto: os eleitores se cansaram das elites políticas

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postado em 28/10/2016 06:00 / atualizado em 27/10/2016 23:36

Gabriela Freire Valente


Nada acontece por acaso. Pelo menos, é a avaliação que o advogado republicano David J. Kramer faz sobre a controversa candidatura de Donald Trump à presidência. Em debate promovido pelo Correio em parceria com a Embaixada dos Estados Unidos sobre a corrida pela Casa Branca, Kramer observou que a indicação do empresário pela legenda de oposição é fruto da insatisfação dos americanos com a elite política tradicional. Se, para Kramer, todos os indicadores do início da campanha apontavam para boas chances de eleger alguém de fora do sistema, Penny Lee, estrategista do Partido Democrata para comunicação e política, admite que a “inexplicável” candidatura de Trump impôs “desafios interessantes” à campanha de Hillary Clinton.

A menos de duas semanas da votação que definirá o sucessor de Barack Obama, Kramer e Lee fizeram um balanço sobre o polarizado cenário que culminou em uma das mais intensas disputas das últimas décadas. Apesar de terem discordado em uma série de questões (leia mais ao lado), eles exibiram consenso quanto ao nível de exigência imposto às campanhas. “Estamos sendo desafiados a revisitar coisas que são tidas como verdade há mais de 100 anos”, ponderou Kramer.

 

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Para o advogado, a insatisfação dos eleitores e a noção de que os atores que transitam pelos círculos políticos são “todos a mesma coisa” deram combustível para insurgências, representadas pelas candidaturas de Trump e do senador Bernie Sanders — que surpreendeu os mais experientes observadores políticos com seu desempenho nas primárias democratas. “Se olharmos de forma linear, eles nunca se aproximam. Mas se olharmos de forma circular, você vai ver que Sanders e Trump concordam sobre mais questões do que você quer admitir, e comércio é uma delas”.

Lee admitiu que a capacidade de mobilização de Sanders, especialmente entre os jovens, pegou de surpresa a equipe de Hillary. “Quando falamos de alguém que incorpora a juventude, Sanders não é bem a figura em quem se pensa, normalmente. Mas se endereçou a essa crescente insatisfação com o status quo e com os políticos, em geral. Ele passou 30 anos falando sobre desigualdades com um entusiasmo incrível”, ressaltou.

A estrategista democrata reconhece que, assim como o senador pelo estado de Vermont balançou a campanha da ex-secretária de Estado, Trump tem imposto desafios significativos, mesmo com o tabuleiro do jogo eleitoral disposto de modo favorável aos governistas.

Vantagem
Além da alta popularidade desfrutada por Barack Obama e do crescimento de grupos demográficos que tendem a se alinhar à plataforma democrata, Penny Lee chamou a atenção para o fato de o resultado das últimas quatro eleições presidenciais indicar que Hillary entraria na disputa com 240 dos 270 votos necessários para vencer no Colégio Eleitoral. “Há múltiplas opções: podemos vencer na Flórida, e aí acabou a eleição. Ou podemos perder na Flórida, mas vencer na Carolina do Norte, na Virgínia e em New Hampshire.”

 

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