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Candidato Donald Trump é processado no México por fraude fiscal

A ação foi apresentada ante as autoridades judiciais da cidade de Tijuana, localizada no estado da Baixa Califórnia, que faz fronteira com o americano San Diego

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postado em 31/10/2016 09:00

France Presse

 Tijuana, México - O candidato republicano à presidência dos Estados Unidos, Donald Trump, foi processado no México por fraude fiscal por sua participação no desenvolvimento imobiliário frustrado conhecido como "Trump Ocean Resort Baja México", disse no domingo à AFP o demandante Jaime Martínez Veloz. A motivação da denúncia é que "o senhor Trump não entregou ao fisco mexicano nenhum peso por ocasião da compra e venda e do dinheiro adquirido pelas vendas antecipadas" de torres de luxo, explicou Martínez Veloz, que ocupa o cargo de Comissário para o Diálogo com os Povos Indígenas do México, mas disse ter apresentado a denúncia a título pessoal.

A ação foi apresentada ante as autoridades judiciais da cidade de Tijuana, localizada no estado da Baixa Califórnia (noroeste), que faz fronteira com o americano San Diego. Em 2006, a companhia de

desenvolvimento de imóveis de Los Angeles, Irongate Capital Partners, começou a pré-venda de um projeto de luxuosos condomínios e um hotel, que supostamente construiria junto com Donald Trump nas Playas de Tijuana. O magnata imobiliário e sua filha Ivanka promoveram então o desenvolvimento como o novo Los Cabos, em um vídeo disponível no YouTube.

De acordo com a denúncia, os apartamentos foram vendidos por 350 mil a 900 mil dólares sem que tenha sido especificada a soma total arrecadada, mas sabe-se "que em apenas um dia vendeu a torre a quase duzentos investidores", indica o documento, que presume que nada foi reportado ao fisco mexicano. Em 2009 os meios de comunicação informaram que a construção nunca foi iniciada e que a empresa estava quebrada.


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Recentemente, Martínez Veloz decidiu investigar o caso e descobriu que, nem a Irongate Capital Partners, nem as filiais de Donald Trump tramitaram visto algum de construção ante as autoridades mexicanas, segundo documentos públicos incluídos na ação. Quando o projeto quebrou, Donald Trump se desvinculou argumentando que havia alugado seu nome, o que não impediu que alguns dos investidores o processassem.

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