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Cinco opositores são libertados após início de diálogo na Venezuela

No domingo, delegados do governo e da coalizão opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD) acertaram uma agenda para o diálogo diante da grave crise política que abala o país

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postado em 01/11/2016 08:14

France Presse

Caracas, Venezuela - Cinco opositores presos foram libertados na noite desta segunda-feira (01/11) na Venezuela, um dia após o início do diálogo entre o governo de Nicolás Maduro e seus adversários, anunciaram líderes opositores. O dirigente Carlos Ocariz informou no Twitter que Carlos Melo, Andrés Moreno e Marco Trejo foram soltos, com três mensagens distintas citando cada caso, todas acopanhadas por uma fotografia do liberado e a mensagem: "estamos avançando. DEUS NUNCA MUDA".

Pouco depois, o secretário executivo da coalizão opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD), Jesús Torrealba, adicionou os nomes de Coromoto Rodríguez e Andrés León. No domingo, delegados do governo e da coalizão opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD) acertaram uma agenda para o diálogo diante da grave crise política que abala o país, sob a supervisão do Vaticano e da União das Nações Sul-Americanas (Unasul).

Agentes do serviço de inteligência prenderam Melo no dia 31 de agosto passado, sob a acusação de posse de material explosivo. Moreno e Trejo foram detidos em setembro, após produzirem um vídeo para o partido opositor Primeiro Justiça pedindo reflexão aos militares diante da crise, considerado pelo governo como uma incitação à revolta. Rodríguez, que era chefe de segurança do presidente do Parlamento, o duro opositor Henry Ramos Allup, estava detido desde maio. León, desde 2014, mas cumpria a prisão em casa por questões de saúde.

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Formalizado o início das conversações em um momento de tensão pela suspensão do referendo revogatório que a MUD defende contra o presidente Maduro, Torrealba havia solicitado ao governo "gestos concretos" da disposição do diálogo.  "Sem gestos concretos, o diálogo não pode prosseguir", disse Torrealba. Segundo a oposição, na Venezuela há mais de 100 "presos políticos", entre eles alguns de alto perfil como o líder Leopoldo López e o prefeito de Caracas, Antonio Ledezma.

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