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Rússia acusa coalizão internacional de impedir solução para guerra na Síria

A coalizão internacional "coloca entraves" para as operações militares russas na Síria, declarou o ministro da Defesa russo, Sergei Shoigu

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postado em 01/11/2016 15:29 / atualizado em 01/11/2016 15:37


Moscou, Rússia - A Rússia acusou nesta terça-feira a coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos de "adiar indefinidamente" a perspectiva de uma solução política para a guerra na Síria.

A coalizão internacional "coloca entraves" para as operações militares russas na Síria, declarou o ministro da Defesa russo, Sergei Shoigu.

"Como resultado, a perspectiva de uma solução política rápida e um retorno do povo sírio para uma vida pacífica é adiada indefinidamente", disse Shoigu.

O ministro acusou os rebeldes de disparar diariamente contra "dezenas de civis" que tentam usar os corredores humanitários criados pela Rússia para permitir que essas pessoas e feridos saiam da zona leste de Aleppo, nas mãos dos rebeldes e sitiada há meses pelo regime.

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Moscou realiza há mais de um ano uma campanha de ataques aéreos na Síria em apoio ao regime do presidente Bashar al-Assad.

Em 22 de setembro, o exército sírio lançou uma ofensiva para recuperar o controle dos subúrbios orientais de Aleppo, sob controle dos rebeldes desde 2012, com a ajuda de seu aliado russo.

A Rússia interrompeu seus bombardeios contra Aleppo em 18 de outubro como parte de uma  "trégua humanitária", que deveria permitir a evacuação de civis e feridos e a retirada dos combatentes. Mas os oito corredores criados para este objetivo permanecem praticamente intransitáveis.

Além disso, Shoigu criticou a posição da Espanha, que voltou atrás após ter aceitado inicialmente que um grupo aeronaval liderado pelo porta-aviões russo Amiral Kuznetsov fizesse escala em seu porto de Ceuta (enclave no Marrocos).

A Rússia está "muito surpresa com a oposição de alguns países que, sob pressão dos Estados Unidos e da Otan, anunciaram publicamente ter negado a nossos navios a entrada em seus portos", afirmou.

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